Estilo de vida moderno eleva casos de doenças crônicas no Brasil
Alimentação ultraprocessada e sedentarismo impulsionam diabetes e hipertensão, alerta saúde pública
O estilo de vida contemporâneo tem impulsionado o aumento de doenças crônicas no Brasil, segundo dados recentes do sistema de vigilância do Ministério da Saúde. Alimentação ultraprocessada, sedentarismo e rotinas aceleradas são fatores que agravam condições metabólicas, como diabetes, hipertensão e obesidade, que já são consideradas desafios importantes para a saúde pública.
A prevalência de diabetes, por exemplo, mais que dobrou em menos de 20 anos, passando de 5,5% em 2006 para 12,9% em 2024, um aumento de cerca de 135%. Já a hipertensão arterial subiu de 22,6% para 29,7% no mesmo período. Atualmente, o Brasil ocupa a sexta posição mundial em casos de diabetes, com cerca de 16,6 milhões de pessoas diagnosticadas, número que cresceu mais de 400% desde o ano 2000. Além disso, cerca de 68% da população está acima do peso, e aproximadamente um em cada três brasileiros vive com obesidade.
O neurologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dr. Vinicius Oliveira, explica que o organismo humano não acompanhou a velocidade das mudanças no estilo de vida. “O nosso corpo foi biologicamente preparado para um padrão de vida muito diferente do atual. Hoje, temos excesso de estímulos, alimentação rica em açúcar e gordura e baixos níveis de atividade física. Esse conjunto favorece alterações metabólicas que impactam não só o corpo, mas também o cérebro”, afirma o especialista.
Além dos efeitos físicos, doenças crônicas como diabetes e hipertensão também estão associadas a prejuízos neurológicos ao longo do tempo. “Essas condições aumentam o risco de comprometimento cognitivo, demência e até acidente vascular cerebral. Ou seja, não estamos falando apenas de doenças isoladas, mas de um efeito sistêmico que afeta todo o organismo”, destaca Dr. Vinicius.
Outro fator preocupante é a baixa prática de atividade física: estimativas indicam que entre 40% e 50% dos adultos brasileiros não atingem os níveis recomendados de exercício, o que reforça o risco de desenvolvimento dessas doenças metabólicas.
Apesar do avanço dessas condições, o neurologista reforça que mudanças simples no estilo de vida podem reduzir significativamente os riscos. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, controle do estresse e sono de qualidade são pilares fundamentais para prevenir e controlar doenças crônicas. “O estilo de vida é, hoje, um dos principais determinantes da saúde. Pequenas mudanças, quando sustentadas ao longo do tempo, têm um impacto enorme na prevenção dessas doenças”, conclui Dr. Vinicius.
Esse cenário evidencia que o desafio vai além do tratamento, envolvendo conscientização, políticas públicas e uma mudança cultural na forma como a saúde é encarada no dia a dia.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



