Escritora lança romance sobre abandono e maternidade na pandemia
“Não me chame de Mãe” aborda saúde mental e desafios da maternidade solo
A enfermeira e pós-doutora em Saúde Pública Adriana Moro lança seu romance de estreia, “Não me chame de Mãe”, uma obra que aborda as diferentes formas de abandono enfrentadas por mulheres no contexto da maternidade. O livro traz um olhar sensível sobre a solidão e os desafios emocionais que afetam a saúde mental das mães solo, especialmente em tempos de pandemia.
A narrativa acompanha a história de uma jovem mãe que enfrenta sozinha os desafios da maternidade durante a Covid-19, sem renda e sem rede de apoio, enquanto cuida de uma filha recém-diagnosticada no espectro autista. A autora desconstrói a visão romantizada da maternidade ao mostrar a realidade crua e complexa dessas mulheres.
Adriana Moro explica que a ideia para o livro surgiu de sua experiência de mais de 23 anos atuando no Sistema Único de Saúde, atendendo mulheres que cuidam de crianças e adolescentes atípicos. “Muitas não têm rede de apoio e uma grande parte é abandonada pelo companheiro após o diagnóstico. Nestas situações há um duplo abandono, abandono do outro e o abandono de si. Estas mulheres têm adoecido e pouco a sociedade tem olhado para isso”, destaca a autora.
O romance traz à tona temas como o abandono do companheiro, a dificuldade em suprir necessidades básicas e a pressão emocional de cuidar de uma criança neurodivergente em isolamento social. Por meio dessa história, Adriana Moro convida o leitor a refletir sobre o peso da solidão e do julgamento que muitas mães solo enfrentam.
Segundo dados apresentados na obra, cerca de 78% a 80% dos pais abandonam filhos com deficiência ou doenças raras antes dos cinco anos de idade, evidenciando a urgência do debate. “Não me chame de Mãe” é um grito social feminino que não rejeita a maternidade, mas reivindica o direito de continuar sendo mulher além do papel materno.
A autora ressalta que a escrita do livro é permeada por sua vivência profissional e pessoal, reunindo histórias reais que presenciou em atendimentos diários. O romance é uma ferramenta para ampliar a compreensão social sobre saúde mental feminina, papéis de gênero e a importância do amor próprio após a maternidade.
“Não me chame de Mãe” é uma obra que ultrapassa o universo materno para falar sobre mulheres em sua complexidade, oferecendo uma leitura necessária e profunda. O livro está disponível pela editora Urutau, com 144 páginas e preço acessível.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



