Sintomas da menopausa causam R$ 2 bi em perdas anuais no Brasil
Estudo do Instituto Esfera revela impacto econômico e propõe políticas públicas e privadas
Um estudo inédito do Instituto Esfera de Estudos e Inovação revelou que os sintomas da menopausa provocam uma perda anual superior a R$ 2 bilhões na economia brasileira. A pesquisa, intitulada “A Força Invisível da Economia: Mulheres na Menopausa e o Futuro do Trabalho no Brasil”, foi apresentada em março de 2026 durante a 5ª edição do Prêmio Mulheres Exponenciais, em Brasília.
Segundo o levantamento, 29 milhões de mulheres brasileiras estão em fase climatérica ou pós-menopausa, com base no Censo 2022 do IBGE. Destas, 63% são economicamente ativas, representando uma das faixas etárias mais qualificadas da força de trabalho, e 33% são as principais provedoras de renda familiar. A prevalência de sintomas atinge 87,9% desse grupo.
O estudo estima que 1,9 milhão de mulheres perdem dias de trabalho anualmente devido aos sintomas da menopausa, considerando apenas o absentismo formal, ou seja, as faltas registradas. Não foram contabilizados o presenteísmo, a redução de jornada ou aposentadorias precoces, o que indica que o impacto econômico pode ser ainda maior.
Camila Funaro Camargo Dantas, CEO do Instituto Esfera, destaca que “no Brasil, a menopausa é tratada como questão privada, quando é um tema de política pública de enorme relevância e com impacto econômico mensurável. Ignorar a situação significa desperdiçar capital humano qualificado e experiente.”
Para enfrentar esse desafio, o estudo propõe uma política nacional de atenção ao climatério, com diretrizes clínicas baseadas em evidências, abordagem interdisciplinar e governança própria. Entre as recomendações para o setor público estão a incorporação de um protocolo específico para menopausa no SUS, a criação de um registro nacional da menopausa e a inclusão do tema na Pesquisa Nacional de Saúde com dados desagregados por raça, renda e região.
No setor privado, as recomendações incluem adaptações no ambiente de trabalho, como controle térmico e horários flexíveis, além da inclusão da menopausa nos programas de saúde ocupacional e a capacitação de gestores para políticas de não discriminação. O estudo também sugere a criação de um selo “empresa amiga da menopausa” e incentivos fiscais para boas práticas empresariais.
As pesquisadoras responsáveis pelo estudo, Clarita Costa Maia e Fabiane Berta, ressaltam que a falta de uma política estruturada configura um problema regulatório no país. Clarita afirma que “estamos diante de uma omissão que produz efeitos concretos sobre saúde, renda e permanência no mercado de trabalho.” Fabiane complementa que “o impacto do climatério pode ser atenuado para todas as mulheres, com ganhos significativos na qualidade laboral e de vida.”
O levantamento ainda contextualiza o Brasil com dados internacionais, mostrando que nos Estados Unidos as perdas anuais chegam a US$ 1,8 bilhão apenas em produtividade, e globalmente ultrapassam US$ 150 bilhões. O estudo reforça que ampliar o cuidado com mulheres em idade climatérica está alinhado à agenda de crescimento sustentável e redução de desigualdades de gênero no mercado de trabalho.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Instituto Esfera de Estudos e Inovação.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



