Mitos e verdades sobre a vacina contra o HPV para todas as idades
Dra. Rosana Richtmann esclarece dúvidas e destaca a importância da imunização segura
A vacinação contra o HPV é uma das principais estratégias para a prevenção de doenças relacionadas ao vírus, como verrugas genitais e cânceres. Dra. Rosana Richtmann, infectologista do Grupo Santa Joana, esclarece mitos e verdades sobre a imunização, reforçando a importância da vacina para diferentes faixas etárias.
Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, a cobertura vacinal alcançou 82,83% das meninas e 67,26% dos meninos entre 9 e 14 anos. O calendário nacional adotou a dose única para essa faixa etária, e o resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos foi prorrogado até o primeiro semestre de 2026 pelo SUS. A Sociedade Brasileira de Imunização recomenda a vacina para homens e mulheres até 45 anos.
A especialista destaca que a vacina passou por rigorosos critérios de segurança, imunogenicidade, eficácia e efetividade. “No caso da vacina contra o HPV, a eficácia é consistente, segura e produz uma imunogenicidade robusta, oferecendo alta proteção, e já temos dados de vida real, demonstrando excelente performance na proteção das doenças relacionadas ao HPV”, afirma Dra. Rosana.
Entre os mitos mais comuns, está a ideia de que a vacina pode causar reações graves ou até transmitir HPV. Na verdade, os efeitos colaterais são leves e passageiros, como dor no braço ou febre baixa. A vacina não contém vírus vivo, portanto, não provoca infecção nem doenças relacionadas ao HPV. Outro mito desmentido é que a vacina cause infertilidade; não há evidências que sustentem essa associação, conforme dados do Centers for Disease Control and Prevention e da Organização Mundial da Saúde.
A vacinação também não estimula o início da vida sexual, conforme estudos da Sociedade Brasileira de Imunizações. Além disso, a vacina pode ser aplicada no mesmo dia que outras imunizações, desde que em locais anatômicos diferentes.
A vacinação não é exclusiva para mulheres, pois o HPV afeta ambos os sexos. A imunização masculina ajuda a reduzir a circulação do vírus e previne cânceres associados, como o de orofaringe.
Por fim, mesmo vacinadas, as pessoas devem continuar realizando exames de rastreamento para HPV, pois a vacina não cobre todos os tipos do vírus.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Hospital e Maternidade Santa Joana, referência em saúde da mulher e do neonato.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



