Março Amarelo destaca diagnóstico precoce da endometriose e fertilidade feminina

Campanha reforça sintomas e tratamentos para melhorar qualidade de vida e planejamento reprodutivo

Março é o mês dedicado à campanha mundial Março Amarelo, que visa conscientizar sobre a endometriose, uma doença que afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva. A campanha tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre os sintomas, incentivar o diagnóstico precoce e orientar sobre as opções de tratamento disponíveis.

A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade uterina, podendo atingir órgãos como ovários, trompas, bexiga e intestino. Entre os sintomas mais comuns estão cólicas menstruais intensas, dor pélvica crônica, dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar. Segundo a Sociedade Brasileira de Endometriose, a doença está associada a aproximadamente 30% dos casos de infertilidade feminina.

O Dr. Wilson Jaccoud, especialista em reprodução assistida e diretor médico técnico da Fert-Embryo, destaca que “a endometriose pode impactar significativamente a saúde e a fertilidade da mulher. Muitas pacientes convivem durante anos com dor intensa sem imaginar que isso pode estar relacionado à doença. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e preservar a qualidade de vida e o planejamento reprodutivo.” Ele ressalta ainda que cada caso deve ser avaliado individualmente, levando em conta sintomas, idade, extensão da doença e desejo de engravidar.

A médica ginecologista Dra. Mariane Nadai, docente da Faculdade de Medicina de Bauru da USP, reforça que “o tratamento da endometriose deve ser individualizado. A decisão sobre tratamento conservador com medicamentos ou cirurgia deve considerar o desejo reprodutivo da paciente. Existem opções clínicas que podem ajudar no controle da dor e, em alguns casos, estratégias de reprodução assistida que podem ser consideradas para otimizar as chances de gravidez.”

Nos últimos anos, o Brasil registrou aumento significativo nos procedimentos de congelamento de óvulos, uma alternativa para preservação da fertilidade. Dados da Anvisa mostram que o número de ciclos realizados por mulheres de 35 anos quase dobrou entre 2020 e 2023, passando de 2.193 para 4.340, crescimento de 97,9%. O total de óvulos congelados também aumentou 96,5% no mesmo período, de 56.700 para 111.413.

Durante o Março Amarelo, a recomendação é que mulheres fiquem atentas aos sinais do corpo e busquem avaliação médica ao perceber sintomas persistentes, especialmente dores intensas durante o ciclo menstrual ou dificuldades para engravidar. A campanha busca ampliar o debate, combater a desinformação e incentivar o acesso ao diagnóstico e tratamento adequados.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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