Aumento dos custos hospitalares no tratamento do câncer colorretal até 2025
Levantamento da Planisa revela crescimento de 21% nos custos e expansão dos atendimentos
Um levantamento realizado pela Planisa, consultoria especializada em gestão de custos na saúde, revelou um aumento significativo nos custos do tratamento intra-hospitalar do câncer colorretal entre 2023 e 2025. A análise, que considera dados de hospitais participantes da base da Planisa, mostra uma pressão crescente sobre os recursos hospitalares dedicados a essa doença.
Em 2023, o estudo reuniu informações de 12 hospitais, contabilizando 736 atendimentos relacionados ao câncer colorretal. Já em 2025, a base ampliou-se para 44 hospitais, com 1.841 atendimentos, indicando maior representatividade e abrangência dos dados. Esse crescimento no número de hospitais e atendimentos reforça a importância de monitorar os custos e processos assistenciais.
O custo médio por internação passou de aproximadamente R$ 3,4 mil em 2023 para cerca de R$ 4,1 mil em 2025, um aumento de 21%. Segundo Marcelo Carnielo, diretor de Serviços da Planisa e especialista em custos hospitalares, “quando ampliamos a base de hospitais analisados, conseguimos ter uma visão mais clara da realidade assistencial e dos desafios enfrentados pelas instituições”. Ele destaca que o crescimento da demanda por tratamentos oncológicos exige planejamento e controle rigoroso dos custos.
Outro ponto importante observado foi a redução no tempo médio de permanência hospitalar, que caiu de 6,3 para 5,7 diárias no período analisado. Essa diminuição pode indicar avanços nos protocolos assistenciais e na gestão do cuidado, contribuindo para maior eficiência no atendimento.
A pesquisa também identificou alta variação nos custos, com coeficiente de variação de 75% em 2025. Essa dispersão é explicada por três fatores principais: o estadiamento da doença (custos diferentes entre estádios iniciais e avançados), a variedade e complexidade dos tratamentos aplicados e as complicações ou comorbidades que podem surgir, como infecções oportunistas.
Carnielo ressalta que “monitorar indicadores como custo médio, volume de casos e tempo de permanência permite identificar oportunidades de melhoria e otimizar o uso dos recursos hospitalares”. Ele reforça que a gestão baseada em dados é fundamental para garantir qualidade no cuidado ao paciente e manter o equilíbrio financeiro das instituições de saúde.
Este levantamento foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Planisa, empresa com 37 anos de atuação e líder em soluções para gestão de custos na saúde na América Latina. A Planisa detém a maior base de dados de custos hospitalares do Brasil e oferece soluções tecnológicas e consultoria especializada para otimizar a gestão dos cuidados de saúde.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



