Abemaciclibe melhora sobrevida em câncer de mama inicial de alto risco
Estudo com Mayo Clinic comprova eficácia do medicamento aliado à terapia hormonal
Um novo avanço no tratamento do câncer de mama em estágio inicial traz esperança para pacientes de alto risco. Um estudo clínico de fase 3, com participação da Mayo Clinic, revelou que o medicamento abemaciclibe, quando associado à terapia endócrina, melhora significativamente a sobrevida dessas pacientes.
O estudo monarchE, que envolveu mais de 5.600 pacientes em 38 países, mostrou que dois anos de tratamento com abemaciclibe (Verzenio®) reduziram o risco de morte em 15,8% em comparação à terapia hormonal isolada. Todas as participantes tinham câncer de mama com receptor hormonal positivo (HR+) e receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano negativo (HER2-), um subtipo que representa cerca de 70% dos casos e que apresentava comprometimento em pelo menos um linfonodo axilar, indicando maior risco de recorrência.
Segundo o oncologista clínico Matthew Goetz, do Centro Oncológico Integral da Mayo Clinic, “Esta é a primeira terapia a prolongar significativamente a sobrevida dessa população de pacientes em mais de duas décadas.” Ele destaca que a adição do abemaciclibe à terapia endócrina padrão não só reduz as recorrências, mas também a probabilidade de morte por câncer de mama.
O abemaciclibe é um inibidor de CDK4/6, que age bloqueando proteínas essenciais para a divisão das células cancerígenas, retardando sua proliferação de forma diferente da quimioterapia tradicional. É o primeiro medicamento dessa classe aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento do câncer de mama inicial de alto risco com comprometimento linfonodal.
Além da redução do risco de morte, o estudo apontou uma queda de 32% na disseminação da doença após sete anos entre as pacientes que receberam o medicamento combinado à terapia hormonal, comparado àquelas que receberam apenas a terapia endócrina. Isso indica que o benefício do abemaciclibe persiste mesmo após o término do tratamento.
O acompanhamento dos pacientes continuará para avaliar se a melhora na sobrevida se intensifica com o tempo. Essas descobertas, publicadas no Annals of Oncology, estabelecem o abemaciclibe em combinação com a terapia endócrina como o novo padrão de tratamento para mulheres com câncer de mama HR+/HER2- em estágio inicial e alto risco.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



