Tecnologia devolve autonomia a mulheres com incontinência urinária e fecal
Neuromodulação sacral é tratamento eficaz que melhora qualidade de vida e reduz tabus
A incontinência urinária e fecal é um problema que afeta milhões de brasileiros, principalmente mulheres, e ainda é cercado por muito silêncio e vergonha. Segundo o ginecologista Dr. Henrique Abrão, “precisamos falar sobre a perda involuntária de urina. Além de impactar consideravelmente a qualidade de vida das mulheres, é algo que as pacientes muitas vezes não comentam na consulta sem serem perguntadas. E o mais importante é que é uma condição que tem tratamento”.
Dados da Sociedade Brasileira de Urologia indicam que até 45% das mulheres com mais de 40 anos podem apresentar sintomas de incontinência urinária. A condição afeta a vida social, pessoal e sexual, levando muitas pessoas a se isolarem. A incontinência fecal, que consiste na perda involuntária de fezes, também afeta homens e mulheres e é ainda mais cercada de tabu.
A fisioterapeuta pélvica Larissa Alexandra Bezerra, que conviveu com incontinência urinária desde a adolescência, relata o impacto da condição: “Eu sentia minha roupa molhada de urina… Aquilo impactou todos os aspectos da minha vida. Eu comecei a ter vergonha de sair e achava que estava fedendo a urina 24 horas por dia.” Após anos de tentativas sem sucesso, Larissa encontrou na neuromodulação sacral uma solução que transformou sua rotina.
A neuromodulação sacral é uma tecnologia aprovada pela ANS e coberta por planos de saúde que atua restaurando a comunicação entre o cérebro e os nervos que controlam a função pélvica. O tratamento é feito em duas fases: uma inicial de teste para avaliar a eficácia e, se houver melhora de pelo menos 50%, o implante definitivo é realizado por procedimento minimamente invasivo.
“O sistema funciona como um ‘marca-passo pélvico’, enviando estímulos elétricos leves e precisos aos nervos sacrais para regular o funcionamento da bexiga”, explica Dr. Abrão. A tecnologia já transformou a vida de mais de 1.600 pacientes no Brasil, com dispositivos que oferecem até 15 anos de bateria e são compatíveis com ressonância magnética de corpo inteiro.
Para a Dra. Maria Augusta Bortolini, presidente da Associação Brasileira pela Continência B. C. Stuart, o maior desafio ainda é o silêncio e o preconceito. “Muitas pessoas acreditam que perder urina ou fezes é normal da idade, do pós-parto ou consequência inevitável de alguma cirurgia. Isso faz com que a busca por ajuda seja tardia… O preconceito em torno da incontinência tem um impacto profundo na vida das pessoas. Não estamos falando apenas de um sintoma físico, estamos falando de dignidade, autonomia e qualidade de vida.”
Ela reforça que falar sobre o tema é fundamental para normalizar a busca por ajuda, reduzir o estigma e transformar o sofrimento silencioso em cuidado. Larissa também incentiva: “Não é normal perder urina. Nunca será. Fale sobre o problema e busque ajuda. Existem profissionais habilitados para te ajudar.”
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



