Saúde mental deve ser estratégia permanente nas escolas, afirma especialista
Dean Johnstone destaca importância de integrar bem-estar à cultura escolar para impacto real
A saúde mental nas escolas precisa deixar de ser tratada como um projeto pontual e se tornar uma estratégia permanente dentro das instituições de ensino. Essa é a avaliação de Dean Johnstone, CEO da Minds Ahead, organização britânica dedicada à qualificação de profissionais para atuação em saúde mental no ambiente escolar.
Johnstone participou do 1º Simpósio de Educação Pueri Domus – Bem-Estar e Saúde Mental na Escola: Cuidar para Educar, realizado em São Paulo, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir caminhos práticos de promoção do bem-estar nas escolas.
Segundo o especialista, “quando o bem-estar é visto como um projeto isolado, ele tende a ser uma resposta reativa a dificuldades específicas. Para gerar impacto real, precisa fazer parte da forma como a escola é concebida, liderada e organizada”. Ou seja, a saúde mental deve estar integrada à cultura institucional, não apenas ser um programa implementado de forma isolada.
Ele explica que iniciativas de aprendizagem socioemocional têm mais resultados quando estão alinhadas à liderança, à formação da equipe e à organização da escola como um todo. “Introduzir um programa não significa desenvolver capacidade institucional. O impacto acontece quando há liderança, formação de equipe e alinhamento em toda a escola”, afirma Johnstone.
O simpósio também apresentou o case da Escola Bilíngue Pueri Domus, que se tornou a primeira escola do Brasil a receber o School Mental Health Award (Status Prata), certificação concedida pelo Carnegie Centre of Excellence for Mental Health in Schools, vinculado à Leeds Beckett University, no Reino Unido. Esse reconhecimento internacional é dado a instituições que implementam políticas estruturadas de promoção da saúde mental em toda a comunidade escolar.
Para Johnstone, eventos como esse são essenciais para ampliar o debate e fortalecer a colaboração entre escolas. “Quando educadores compartilham experiências e discutem desafios comuns, tornam-se mais capazes de desenvolver soluções consistentes e sustentáveis”, destaca.
O encontro contou ainda com a participação de outros especialistas, como Sue Roffey, professora honorária da University College of London, referência internacional em bem-estar escolar, além de profissionais brasileiros que atuam na interface entre saúde mental, educação e família.
O 1º Simpósio de Educação Pueri Domus reforça a importância de transformar a saúde mental em uma prioridade estratégica dentro das escolas, promovendo um ambiente que favoreça o desenvolvimento integral dos alunos.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



