Por que as doenças respiratórias aumentam no outono e como se proteger

Clima seco e ambientes fechados favorecem infecções; veja dicas para evitar problemas respiratórios

Com a chegada do outono, no dia 20 de março, observa-se um aumento significativo nos casos de doenças respiratórias. Estudos indicam que a incidência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pode crescer até 45% durante essa estação. Essa elevação está relacionada principalmente ao clima mais seco e à maior permanência das pessoas em ambientes fechados, fatores que facilitam a circulação de vírus e bactérias.

Segundo Amanda Rodrigues Vale, coordenadora médica do Centro Médico do Hospital e Maternidade São Luiz Campinas, o clima seco do outono prejudica as vias respiratórias e resseca as mucosas, que funcionam como uma barreira natural de proteção do organismo. “Quando o ambiente está mais seco, essa proteção natural pode ficar comprometida, facilitando o surgimento de infecções respiratórias e crises alérgicas”, explica a especialista. Além disso, a queda das temperaturas leva as pessoas a ficarem mais tempo em locais fechados, o que favorece a transmissão de agentes infecciosos.

A SRAG é caracterizada por quadros respiratórios mais intensos, que podem causar falta de ar, dificuldade para respirar e redução da oxigenação no sangue, frequentemente necessitando de atendimento hospitalar. Essa síndrome pode ser causada por diversos vírus e bactérias, incluindo o vírus da gripe.

Grupos como crianças, idosos e pessoas com doenças cardíacas ou pulmonares crônicas merecem atenção redobrada no outono, pois são mais vulneráveis às variações climáticas e ao agravamento dos quadros respiratórios.

Para reduzir o risco de infecções, Amanda Rodrigues Vale recomenda cinco cuidados principais: manter a carteira de vacinação atualizada, especialmente contra gripe e Covid-19; priorizar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes; praticar atividade física regularmente para fortalecer o sistema imunológico; garantir uma boa qualidade de sono; e higienizar as mãos com frequência, usando água e sabão ou álcool em gel.

A médica também esclarece que a vitamina C isoladamente não é suficiente para prevenir infecções respiratórias. “Os estudos não indicam evidências de que apenas esse suplemento seja capaz de blindar a saúde do paciente”, afirma. Ela reforça que a imunidade depende de um conjunto de fatores e destaca a importância de manter um estilo de vida saudável e buscar avaliação médica diante de sintomas.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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