Março Amarelo: 5 sinais da endometriose que toda mulher deve conhecer

Conheça os principais sintomas da endometriose e saiba quando buscar ajuda médica

Março Amarelo é o mês dedicado à conscientização sobre a endometriose, uma doença que afeta uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de sua alta incidência, o diagnóstico pode levar anos, devido à desinformação e à complexidade dos sintomas.

A endometriose ocorre quando o tecido que reveste o interior do útero, chamado endométrio, cresce fora do órgão, atingindo ovários, trompas, intestino e bexiga. Esse crescimento anormal provoca inflamação crônica, que pode comprometer a qualidade de vida e é uma das principais causas de infertilidade feminina. Dra. Alessandra Evangelista, ginecologista especializada em Reprodução Humana da Clínica Vida (RJ), explica que “o ambiente inflamatório gerado pela doença pode prejudicar a qualidade dos óvulos e dificultar a implantação do embrião no útero”. Além disso, a endometriose pode formar cicatrizes internas e cistos nos ovários, reduzindo a reserva ovariana.

Para ajudar na identificação precoce da doença, a especialista destaca os cinco sinais de alerta que não devem ser ignorados:

1. Cólicas menstruais intensas – A dor da endometriose é progressiva e incapacitante, podendo impedir atividades diárias e piorar com o tempo.
2. Dor profunda durante a relação sexual – Muitas mulheres sentem dor no fundo da pelve durante a penetração, causada pela inflamação e aderências próximas ao canal vaginal e colo do útero.
3. Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual – Dor ao evacuar ou urinar, além de sangramento nas fezes ou urina, pode indicar que a endometriose atingiu o intestino ou a bexiga.
4. Dor pélvica crônica – Em estágios avançados, a dor deixa de ocorrer apenas na menstruação e passa a ser constante, afetando a saúde física e mental.
5. Dificuldade para engravidar (infertilidade) – Entre 30% e 50% das mulheres com endometriose enfrentam infertilidade, descoberta frequentemente quando tentam engravidar.

Apesar dos desafios, o diagnóstico de endometriose não significa o fim da maternidade. A medicina reprodutiva oferece alternativas como o congelamento de óvulos, indicado para mulheres que ainda não desejam engravidar, garantindo a preservação da fertilidade. Para quem deseja engravidar, tratamentos como Fertilização in Vitro (FIV), cirurgia laparoscópica para remoção das lesões e inseminação artificial são opções que aumentam as chances de sucesso.

Ao identificar um ou mais sintomas, o recomendado é procurar um ginecologista. O diagnóstico clínico é baseado no histórico da paciente e confirmado por exames de imagem especializados, como ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal ou ressonância magnética da pelve. Com acompanhamento médico adequado e tratamentos personalizados, é possível controlar a doença, melhorar a qualidade de vida e proteger a capacidade reprodutiva.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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