Lipedema: pressão cresce por tratamento no SUS e planos de saúde

Pacientes e especialistas mobilizam-se para inclusão do lipedema em políticas públicas no Brasil

No Brasil, a ausência de políticas públicas específicas para o lipedema tem intensificado a pressão por acesso ao diagnóstico e tratamento, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos planos de saúde. O lipedema é uma doença crônica que acomete majoritariamente mulheres, caracterizada por dor, inflamação e acúmulo desproporcional de gordura. Estima-se que cerca de 10% das mulheres no mundo possam ter a doença, muitas sem diagnóstico.

A falta de protocolos clínicos estruturados no sistema público e a classificação controversa do tratamento cirúrgico pelos planos de saúde ampliam a lacuna assistencial no país. Essa situação tem motivado uma mobilização crescente de pacientes, especialistas e organizações civis para alterar o enquadramento da doença no Brasil.

No âmbito legislativo, o Projeto de Lei 5582/2023 propõe a inclusão do lipedema no SUS, garantindo diagnóstico, acesso a tratamentos, capacitação de profissionais e a criação de protocolos clínicos. Essas medidas são consideradas essenciais para organizar a linha de cuidado no país. Segundo o diretor do Instituto Lipedema Brasil, Dr. Fábio Kamamoto, “Hoje há um volume expressivo de mulheres sem diagnóstico e sem acesso ao tratamento adequado. Sem política pública, o custo recai integralmente sobre a paciente, física e financeiramente”.

No sistema privado, a pressão por cobertura também cresce, pois ainda há alta taxa de negativas sob o argumento de que o tratamento tem caráter estético. Essa situação tem levado à judicialização e ao aumento de custos indiretos para o sistema.

Como resposta, a sociedade civil tem se organizado. A ONG Movimento Lipedema lançou uma cartilha técnica voltada a gestores públicos e profissionais de saúde, com orientações para padronizar condutas e apoiar a inclusão do tema em políticas públicas. A entidade também atua no acolhimento de pacientes e já auxiliou no tratamento cirúrgico gratuito de pacientes, com apoio da iniciativa privada. A cartilha está disponível gratuitamente no site movimentolipedema.org e nas redes sociais da @ongmovimentolipedema.

Comparando com o exterior, países europeus avançam na formalização de protocolos e na cobertura parcial do tratamento, especialmente quando há comprometimento funcional. Essa diferença reforça o descompasso brasileiro e amplia a pressão interna por mudanças regulatórias e assistenciais.

Com o tema ganhando visibilidade, especialmente no mês das mulheres, o Brasil enfrenta um momento decisivo para avançar na inclusão do lipedema na agenda do SUS e da saúde suplementar. O Dr. Kamamoto destaca que “Temos uma oportunidade concreta de avançar, incluir o lipedema de forma estruturada e de reduzir custos futuros para todo o sistema de saúde”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

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EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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