Interesse por lipedema cresce no mundo e Brasil lidera buscas no Google

Buscas triplicam em dois anos; mobilização e debate sobre saúde feminina avançam

O interesse global pelo lipedema tem crescido de forma acelerada, e o Brasil está no centro desse movimento. Dados do Google Trends mostram que as buscas pela condição triplicaram no mundo entre fevereiro de 2023 e fevereiro de 2025, com o país liderando o ranking de interesse pelo tema. Esse crescimento reflete uma combinação de fatores, incluindo a maior mobilização de pacientes nas redes sociais e o avanço do debate sobre saúde feminina.

O lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal e doloroso de gordura, principalmente nas pernas e quadris, e afeta majoritariamente mulheres. A condição é frequentemente confundida com obesidade ou retenção de líquido, o que contribui para o subdiagnóstico. Muitas pacientes passam anos sem diagnóstico correto ou acesso ao tratamento adequado.

Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil, destaca que “nos últimos anos, houve um aumento significativo na circulação de informações sobre lipedema nas redes sociais e também entre profissionais de saúde. Muitas mulheres passaram a reconhecer sintomas e buscar diagnóstico. Ao mesmo tempo, ainda existe um grande desafio de informação qualificada e de acesso estruturado ao tratamento.” Segundo ele, o crescimento nas buscas reflete uma mudança no comportamento das pacientes e um amadurecimento do debate sobre a doença.

O aumento da visibilidade do tema também traz a necessidade de discutir evidências científicas, diagnóstico correto e condutas médicas responsáveis. No Brasil, organizações médicas e grupos de pacientes têm ampliado iniciativas de informação e conscientização. O Instituto Lipedema Brasil atua na produção de conteúdo científico, capacitação de profissionais e promoção de debates sobre diagnóstico e tratamento.

A ONG Movimento Lipedema, braço social do Instituto, tem ampliado o acolhimento de pacientes e a mobilização por políticas públicas voltadas ao reconhecimento e tratamento da doença. Recentemente, lançou uma campanha nacional para democratizar o acesso ao tratamento no país, incluindo uma cartilha informativa gratuita e um abaixo-assinado digital para mobilizar a sociedade civil, profissionais de saúde e formadores de opinião.

Entre as propostas defendidas pelo movimento estão a ampliação da capacitação de profissionais para diagnóstico, a criação de códigos específicos para procedimentos médicos e a incorporação do tratamento no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e no Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme Kamamoto, “estamos trabalhando para que o lipedema seja reconhecido de forma mais estruturada nas políticas públicas de saúde e que pacientes tenham acesso ao tratamento adequado, principalmente nos casos mais graves.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Instituto Lipedema Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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