Galeria Raquel Arnaud lança livro e promove debate sobre obra gráfica de Almandrade
Evento reúne artistas e curadores para discutir preservação e produção da gravura contemporânea
No dia 19 de março, a Galeria Raquel Arnaud sediou uma roda de conversa seguida do lançamento do livro “a obra gráfica de Almandrade”, evento que reuniu o artista baiano Almandrade, as artistas Carla Chaim e Geórgia Kyriakakis, o editor Lincoln Reis e a curadora Galciani Neves. O encontro teve como foco a produção gráfica do artista e a preservação de sua obra, especialmente trabalhos originalmente produzidos na década de 1970.
O livro “a obra gráfica de Almandrade” apresenta um panorama abrangente da trajetória do artista no campo da gravura e da poesia visual, incluindo reproduções das obras, textos críticos e registros que evidenciam a importância de sua pesquisa no contexto da arte conceitual brasileira. A publicação destaca a colaboração entre Almandrade e Lincoln Reis, editor e gravador responsável por reativar e reeditar trabalhos que estavam perdidos, danificados ou dispersos em coleções privadas.
Essa parceria possibilitou a recuperação e atualização de um conjunto significativo da obra do artista, ampliando o acesso público e reforçando sua relevância na arte contemporânea. Parte das obras dialoga com o movimento Poema/Processo, uma vanguarda da poesia visual surgida no Brasil nos anos 1960, que propunha expandir o poema para além da linguagem verbal, explorando as relações entre palavra, imagem e espaço.
Durante a conversa, os participantes discutiram a dimensão processual da obra de Almandrade, enfatizando o papel da gravura como meio de reinterpretação e circulação de trabalhos concebidos originalmente em outros suportes. A prática gráfica funciona como uma forma de atualização da obra, criando novas camadas de leitura e possibilitando sua continuidade ao longo do tempo.
Além disso, foram abordados aspectos conceituais da produção do artista, marcada pela investigação que aproxima poesia, arquitetura e desenho, criando composições visuais que exploram síntese formal, geometria e ambiguidade semântica.
Fundada em 1973, a Galeria Raquel Arnaud é referência no cenário da arte contemporânea brasileira e internacional, com foco em arte construtiva, cinética e contemporânea. Sob a liderança de Raquel Arnaud e Myra Arnaud Babenco, o espaço mantém-se conectado ao mercado e à produção artística atual, promovendo reflexões sobre questões estéticas e conceituais.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



