Estresse nas empresas cresce e bem-estar genérico não garante resultados
Método de regulação emocional com práticas curtas pode melhorar desempenho corporativo
O aumento global de 25% nos casos de ansiedade e depressão, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), evidencia um desafio crescente nas empresas: o estresse no ambiente corporativo. O Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade, com cerca de 9,3% da população afetada, refletindo diretamente na produtividade e no absenteísmo.
Apesar da popularização de aplicativos e ações internas de bem-estar, a adesão dos colaboradores costuma ser baixa e os resultados, limitados. Claudia Faria, especialista em regulação emocional e criadora do método Yoga Adventure, destaca que o problema não é a falta de informação, mas a ausência de repetição estruturada. “O corpo não aprende com estímulos pontuais. Constância é o que transforma a prática em habilidade”, explica.
Um ponto crucial, segundo Claudia, é o tempo disponível dos colaboradores. “Ele faz a pausa para o café, mas não percebe que pode usar dois ou três minutos para regular o próprio estado fisiológico”, comenta. Técnicas respiratórias aplicadas por apenas dois a três minutos podem gerar regulação fisiológica eficaz, ao contrário das sessões convencionais de 30 minutos, que acabam sendo vistas como mais uma tarefa. “Se exige 30 minutos, vira mais uma tarefa. Se exige três, vira ferramenta”, resume a especialista.
Do ponto de vista fisiológico, o estresse crônico mantém o sistema nervoso simpático ativado e eleva o cortisol, prejudicando foco e clareza mental. A prática regular de técnicas respiratórias ajuda a modular essa resposta, tornando a respiração uma ferramenta de gestão emocional e tomada de decisão, e não apenas um relaxamento superficial.
Para estruturar programas eficazes de regulação emocional, Claudia Faria recomenda cinco estratégias: conectar a prática a situações reais de trabalho, priorizar métodos com acompanhamento, capacitar lideranças para legitimar a prática, estabelecer frequência mínima com sessões curtas e definir indicadores como absenteísmo e percepção de estresse para avaliar resultados.
Ela alerta que a contratação de profissionais deve considerar formação, experiência prática e clareza metodológica, distinguindo entre experiências pontuais e treinamentos para estabilidade emocional. “Não se trata de inserir mais uma atividade no calendário. Trata-se de treinar o corpo para sustentar performance no longo prazo”, conclui Claudia.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



