Como se preparar para a menopausa: cuidados essenciais a partir dos 40 anos

Entenda a importância do acompanhamento hormonal e mudanças no corpo antes da menopausa

A menopausa pode parecer um evento distante, mas a preparação para essa fase deve começar já a partir dos 40 anos. Segundo dados do IBGE, cerca de 17 milhões de brasileiras estão no climatério e mais de 9 milhões vivem o período pós-reprodutivo, enfrentando muitas vezes desinformação e falta de acompanhamento adequado.

A endocrinologista e PhD Alessandra Rascovski, autora do livro *Atmasoma – O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor*, e a ginecologista Fernanda Dib, da clínica Atma Soma, explicam que a menopausa não deve ser vista apenas como um evento ginecológico. “Muita gente acredita que a menopausa é um problema apenas ginecológico, já que nessa fase os ovários reduzem drasticamente a produção de hormônios como o estrogênio e a progesterona. Mas essa visão é limitada”, alerta Alessandra.

Além das alterações hormonais, a menopausa afeta o cérebro, o metabolismo e a saúde cardiovascular. O cérebro possui grande concentração de receptores de estrogênio em regiões fundamentais para memória, sono, humor e regulação da temperatura corporal, como o hipocampo, o hipotálamo e o córtex pré-frontal. A queda hormonal provoca uma reorganização neurobiológica que explica sintomas como lapsos de memória, dificuldade de concentração e a sensação de “não se reconhecer”. A neurocientista Lisa Mosconi destaca que “na transição da menopausa os receptores aumentam de densidade, sinalizando a falta de estrogênio.”

Fernanda Dib reforça que o problema central está na falta de preparo. “Muitas mulheres chegam à perimenopausa sem repertório para entender o que está acontecendo com o próprio corpo. Quando os sintomas aparecem, já há impacto no sono, na produtividade, no relacionamento e na autoestima.” Por isso, acompanhar os hormônios, cuidar da saúde metabólica, preservar massa muscular e óssea e escutar os sinais precoces são fundamentais.

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH), quando iniciada nos primeiros anos após o início da menopausa e sem contraindicações, pode trazer benefícios cardiovasculares e cognitivos. Um levantamento recente indicou que 75% das mulheres que utilizaram TRH relataram melhora significativa na qualidade de vida.

Alessandra Rascovski destaca que a menopausa é uma reorganização do corpo, não uma perda. “A menopausa não reduz a mulher, ela a redireciona. Com informação correta, apoio contínuo, uso das terapias disponíveis e escolhas personalizadas, essa transição pode se transformar em uma fase de estabilidade e vitalidade, não de apagamento.”

A clínica Atma Soma, liderada por Alessandra, oferece um atendimento multidisciplinar que respeita a individualidade da mulher, focando no eixo neurocognitivo, metabólico e hormonal para promover uma vida longa e autônoma.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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