95% das gestantes relatam impacto dos escapes urinários na rotina diária
Pesquisa TENA revela desafios e desinformação sobre incontinência na gravidez e pós-parto
Um estudo recente da marca TENA, líder mundial em produtos para incontinência urinária, revelou que 95% das gestantes brasileiras relatam impacto na rotina devido a escapes urinários durante a gravidez e o pós-parto. A pesquisa “TENA: o impacto das perdas de urina na gravidez e no puerpério” destaca que cerca de 40% das gestantes no Brasil enfrentam essa condição, conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
A pesquisa foi conduzida pela Okno Núcleo de Estudos, com entrevistas qualitativas e quantitativas envolvendo mulheres entre 35 e 50 anos que vivenciaram episódios de incontinência durante a gestação e até sete anos após o parto. O levantamento revelou que metade das entrevistadas apresenta vazamentos duas a três vezes por semana, geralmente com fluxo leve, mas 84% já passaram por episódios inesperados em locais públicos ou no trabalho.
Entre as mudanças práticas no dia a dia, 53% das mulheres afirmam ir ao banheiro preventivamente antes de sair de casa, e 40% verificam se haverá banheiro disponível no destino. Além disso, 45% reduziram o consumo de líquidos e 34% evitam beber à noite. Mudanças no vestuário também são comuns: 39% alteraram o tipo de roupa, 21% evitam peças claras ou justas, e 5% usam duas peças íntimas para prevenção.
O constrangimento é um fator central na experiência das gestantes. Segundo o levantamento, 82% relataram sentimentos negativos como vergonha, desconforto e medo no primeiro episódio de escape, compartilhando a situação apenas com pessoas próximas, como mãe ou parceiro. Apesar de 73% já saberem que escapes urinários podem ocorrer na gravidez, principalmente por orientação médica (47%), muitas apontam falta de aprofundamento sobre o tema durante as consultas.
Outro ponto importante é a desinformação sobre produtos específicos para incontinência urinária. Metade das entrevistadas desconhecia a existência desses itens, e algumas receberam orientações inadequadas para usar absorventes menstruais comuns, que não oferecem controle eficaz de odor e absorção.
A ginecologista Joele Lerípio, consultora do estudo, ressalta que “a incontinência urinária não deve ser encarada como algo que a mulher simplesmente precisa aceitar. Existem diferentes abordagens terapêuticas, como fisioterapia pélvica, mudanças comportamentais e tratamentos médicos específicos. O primeiro passo é falar sobre o tema e buscar orientação profissional”. Ela alerta ainda que a redução do consumo de líquidos pode causar infecções urinárias e outros problemas, reforçando a necessidade de avaliação individualizada.
Carla Girólamo, gerente de Marketing da TENA no Brasil, destaca que o objetivo do estudo é “ampliar o debate público e contribuir para a educação em higiene e saúde”, incentivando a quebra do tabu e o acesso a informações qualificadas. A marca recomenda o uso de produtos desenvolvidos para incontinência, com alta absorção e controle de odor, enquanto a condição é tratada.
Este levantamento reforça a importância de incluir orientações sobre incontinência urinária no pré-natal e pós-parto, promovendo o diálogo entre mulheres e profissionais de saúde para melhorar a qualidade de vida durante esse período.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



