Tabus dificultam vacinação contra HPV em adolescentes, alerta ginecologista
Março Lilás reforça a importância da imunização para prevenir câncer de colo do útero
O câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres no Brasil, com uma estimativa de 17.010 novos casos por ano no triênio 2023-2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A principal causa da doença é a infecção persistente por tipos oncogênicos do Vírus do Papiloma Humano (HPV). Para combater essa realidade, a vacinação precoce é fundamental.
Durante o Março Lilás, mês dedicado à conscientização e combate ao câncer do colo do útero, especialistas alertam para os obstáculos culturais que impedem a adesão à vacina, principalmente entre adolescentes. Um dos principais mitos é o receio de que a imunização incentive a iniciação sexual precoce, o que não é verdade. A ginecologista Vânia Marcella Calixtrato, do Órion Complex, esclarece que “a vacina foi desenvolvida para prevenir infecções antes da exposição ao papilomavírus, o que a torna mais eficaz, daí a importância de se promover a imunização ainda na adolescência. Ela não tem influência sobre o comportamento sexual”.
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) afirma que a vacinação pode prevenir cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é vacinar 90% das meninas até 15 anos até 2030. Porém, vencer barreiras culturais nas famílias é um desafio para alcançar esse objetivo.
Outro ponto importante é a segurança da vacina. A médica destaca que efeitos colaterais graves são extremamente raros. “O mais comum são apenas reações leves como dor no local da aplicação ou febre baixa, riscos que são infinitamente menores do que os perigos de um câncer invasivo”, observa. A vacina também é indicada para mulheres de até 45 anos, mesmo que já tenham tido contato com o HPV, pois protege contra outras cepas associadas ao câncer, verrugas genitais e outros tipos de câncer.
Além da vacinação, o diagnóstico precoce é essencial para evitar a evolução das lesões causadas pelo HPV para tumores malignos. A especialista reforça que a educação clara sobre os riscos do vírus e campanhas constantes, especialmente em escolas, são caminhos para mudar o cenário da doença no Brasil. “A escola é um ambiente crucial para disseminar informações. Parcerias entre escolas e unidades de saúde para promover a vacinação, esclarecer dúvidas e desmistificar mitos ajudariam a aumentar a adesão”, sugere.
Em Goiás, foram registrados 981 casos de câncer do colo do útero em 2024 e 622 notificações preliminares em 2025, indicando a importância de ampliar a prevenção. A campanha Março Lilás é fundamental para levar esclarecimento e combater tabus que colocam muitas mulheres em risco futuro.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



