Semaglutida: fim da patente abre caminho para versões mais acessíveis no Brasil
Entenda os cuidados essenciais no uso da medicação para obesidade e diabetes
Nesta sexta-feira (20), a patente da semaglutida expira, abrindo espaço para a produção de versões mais acessíveis dessa substância no Brasil. A semaglutida é amplamente utilizada em medicamentos para diabetes e emagrecimento, e o fim da exclusividade após duas décadas representa um avanço importante no acesso a tratamentos. Contudo, até o momento, nenhuma alternativa nacional foi aprovada, e cerca de 15 pedidos seguem em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A previsão mais otimista indica que novas versões podem chegar ao mercado nos próximos meses.
A alta demanda pela semaglutida, especialmente para perda de peso, destaca a necessidade de um processo regulatório rigoroso. Por ser um peptídeo complexo, situado entre medicamentos sintéticos e biológicos, o desenvolvimento de novas versões exige comprovação detalhada de eficácia, segurança e equivalência terapêutica.
A endocrinologista Alessandra Rascovski, autora do livro “Atmasoma – O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor”, ressalta que o avanço no acesso deve ser acompanhado de uma visão ampla sobre o tratamento da obesidade. Ela afirma que “as principais causas de morte em todo o planeta são doenças em que o sobrepeso tem muita participação. Por isso, a importância de entender e combater essa condição, que não é apenas individual”.
As diretrizes da Organização Mundial da Saúde recomendam o uso de terapias com GLP-1, como a semaglutida, para o tratamento de longo prazo da obesidade em adultos. A orientação é que a medicação seja parte de um conjunto de estratégias que envolvam alimentação, atividade física e aspectos emocionais e hormonais, e não um recurso isolado.
Segundo o World Obesity Atlas 2025, cerca de 31% dos adultos brasileiros vivem com obesidade, e 68% apresentam excesso de peso. Mantidas as tendências atuais, quase metade da população adulta poderá conviver com obesidade até 2030, reforçando a complexidade clínica dessa condição crônica.
A semaglutida atua imitando o hormônio GLP-1, ajudando a regular o apetite e os níveis de açúcar no sangue. No Brasil, medicamentos injetáveis com ação semelhante, como Saxenda, Wegovy e Ozempic, já estão disponíveis para diferentes perfis clínicos.
Para Alessandra Rascovski, o acompanhamento após o uso da medicação é um dos maiores desafios. Ela destaca que “a grande verdade é entender que reganho de peso é a regra, não a exceção, e que é sobre isso que deveríamos trabalhar no pós-uso da medicação, como vai ser seguido individualmente para cada paciente, para que ele continue tendo o resultado”.
A clínica Atma Soma, liderada pela endocrinologista, une diversas especialidades para oferecer um cuidado integral, respeitando a individualidade e focando no eixo neurocognitivo, metabólico e hormonal. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



