Quedas entre idosos no Brasil: prevenção é essencial para segurança e saúde

Acidentes domésticos são principais causas de hospitalização e morte na terceira idade

As quedas entre idosos no Brasil são motivo de preocupação para especialistas, pois representam uma das principais causas de hospitalização e morte na terceira idade. Dados do Ministério da Saúde indicam que, somente nos primeiros quatro meses de 2025, mais de 62 mil idosos foram internados após sofrerem quedas. Esse número evidencia a dimensão do problema, que afeta diretamente a saúde, a mobilidade e a independência funcional dessa população.

Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), as quedas são a principal causa de lesões graves entre idosos. Estima-se que um em cada quatro idosos sofra pelo menos uma queda por ano, índice que aumenta para 40% entre pessoas com mais de 80 anos. Fatores como perda de equilíbrio, diminuição da força muscular, problemas de visão e o uso de múltiplos medicamentos elevam o risco, especialmente dentro do ambiente doméstico.

A médica geriátrica Meirelayne Borges Duarte, professora da Universidade Salvador (UNIFACS) e integrante da Inspirali, destaca que grande parte desses acidentes pode ser evitada com medidas simples. “Entre as recomendações estão a adaptação do ambiente doméstico, com a retirada de obstáculos, instalação de barras de apoio em banheiros, melhoria da iluminação e uso de calçados adequados. Além disso, a prática regular de atividades físicas para fortalecimento muscular e melhora do equilíbrio é considerada essencial”, ressalta.

Além do ambiente, o acompanhamento médico regular é fundamental. A avaliação multidimensional, a revisão de medicamentos e o controle de doenças crônicas ajudam a reduzir o risco de quedas. Entre as causas extrínsecas mais comuns estão pisos escorregadios, tapetes soltos, iluminação inadequada e ausência de barras de apoio. Já os fatores intrínsecos incluem sarcopenia, tonturas, perda visual e auditiva, doenças neurológicas e alterações na pressão arterial.

O calor intenso também pode aumentar o risco, pois a desidratação e a queda de pressão provocam tonturas e fraqueza. As consequências das quedas podem ser graves, como fraturas no quadril, punho e tornozelo, hematomas intracranianos, internações prolongadas e até óbito. Além disso, o medo de cair novamente pode levar ao isolamento social e redução da mobilidade.

Meirelayne reforça que a prevenção deve envolver familiares e cuidadores. “É fundamental observar sinais de tontura, incentivar a hidratação, principalmente em períodos de calor, e manter o ambiente doméstico seguro. Pequenas mudanças na rotina e na organização da casa podem fazer uma grande diferença para evitar acidentes e garantir mais qualidade de vida aos idosos”, conclui.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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