Políticas públicas reduzem gestações indesejadas e custos com partos no Brasil

Uso do implante subdérmico e educação sexual geram queda significativa em gravidez adolescente

A adoção de políticas públicas focadas em saúde e educação sexual tem se mostrado eficaz na redução das gestações indesejadas, especialmente entre meninas e adolescentes, além de gerar economia significativa para o poder público. Um dos principais avanços é o uso do implante subdérmico de etonogestrel, contraceptivo com eficácia de 99,95%, que custa apenas 10% do valor gasto com despesas hospitalares relacionadas a partos e exames pré-natais.

Em São Paulo, a prefeitura implementou o método em 2019, resultando em uma queda de 52% nas gestações entre mães de 10 a 14 anos e 43% entre adolescentes de 15 a 19 anos. Outras cidades paulistas, como Guarujá e Ribeirão Preto, também registraram reduções expressivas, de até 42%, após adotarem o implante em suas políticas públicas. Segundo André Mestriner, diretor-associado de acesso público da Organon, “há prefeituras que incluíram o implante em suas políticas públicas e perceberam redução de índices de gravidez em até mais de 50%”.

A importância do método é reforçada pelo Ministério da Saúde, que organizará um mutirão para implantação gratuita do dispositivo no próximo sábado (21). Essa iniciativa visa ampliar o acesso ao contraceptivo e contribuir para o planejamento familiar seguro, permitindo que mulheres tenham mais tempo para decidir sobre futuras gestações.

Os custos das gestações não planejadas são elevados. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de Groningen (Holanda) estimou em R$ 4,1 bilhões o impacto dessas gestações no sistema público brasileiro, considerando dados de 2010. Desse total, R$ 1,22 bilhão correspondem a partos, enquanto R$ 2,8 bilhões referem-se a complicações neonatais e internações hospitalares. O relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) de 2022 destaca que 55,4% das gestações no Brasil não são planejadas, podendo chegar a 65,7% no estado de São Paulo.

O cenário é preocupante: em 2023, 12% dos partos foram de jovens até 19 anos, com 35 bebês nascendo a cada hora de mães adolescentes e uma criança nascendo a cada 30 minutos de mães entre 10 e 14 anos. A redução dessas gestações é essencial para evitar a exclusão socioeconômica dessas meninas, que têm maior propensão a abandonar os estudos e enfrentar dificuldades profissionais.

Além da economia financeira, o implante subdérmico representa uma mudança de paradigma no planejamento familiar. Hoje, muitas mulheres já saem da maternidade com o dispositivo, que dura até três anos, ao invés de optarem pela laqueadura, que é irreversível e requer cirurgia para reversão. Conforme André Mestriner, “em Rondônia, há maternidades em que as mulheres já recebem o implante logo após o parto”.

Por fim, o uso de contraceptivos de longa duração (LARCs), aliado à educação sexual, é apontado como a abordagem mais eficaz para prevenir gravidezes não planejadas, conforme parecer do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas. A combinação dessas medidas traz benefícios econômicos e sociais, reforçando a importância de políticas públicas voltadas para a saúde reprodutiva feminina.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 51 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar