Esporotricose em São Paulo: casos recordes em gatos e humanos em 2025

Avanço da doença fúngica exige atenção e traz nova técnica promissora para tratamento felino

O estado de São Paulo enfrentou em 2025 um aumento significativo dos casos de esporotricose, doença causada por um fungo do gênero Sporothrix, que afeta principalmente gatos e pode ser transmitida para humanos. De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde divulgado em fevereiro de 2026, foram registrados 12.728 casos em gatos e 7.834 em pessoas, configurando um recorde histórico e um alerta para a saúde pública.

A esporotricose provoca lesões cutâneas que começam como pequenos nódulos e podem evoluir para úlceras abertas, que não cicatrizam facilmente e se espalham pelo corpo. O tratamento tradicional com antifúngicos é longo e nem sempre eficaz, o que dificulta o controle da doença. Segundo o professor Carlos Brunner, da UNIP, “quando analisamos os dados disponibilizados pelo CVE, vemos que houve um crescimento vertiginoso de 2024 para 2025, tanto em gatos quanto para humanos”.

A transmissão zoonótica é responsável por 84% dos casos humanos, com 39,9% das infecções ocorrendo dentro de casa, devido ao contato com gatos domésticos que circulam livremente. O Centro de Vigilância Epidemiológica alerta que o número real de casos pode ser ainda maior, já que muitos gatos vivem em ambientes externos e não são contabilizados.

Para enfrentar esse desafio, uma inovação traz esperança no tratamento da esporotricose felina: o equipamento SPORO PULSE, desenvolvido pelo professor Brunner em parceria com a startup Akko Health Devices. Essa tecnologia utiliza a eletroporação, aplicando pulsos elétricos que criam poros irreversíveis nas células do fungo, matando-o sem danificar o tecido do gato. “Quem tem gato sabe que dar remédio via oral é muito difícil… A técnica exige menor número de manipulações do gato, menor custo e redução do período de tratamento”, explica Brunner.

O SPORO PULSE já está disponível no mercado e vem sendo testado com sucesso em clínicas veterinárias. Essa inovação pode representar um avanço importante no combate à esporotricose, que desde janeiro de 2025 é de notificação compulsória para humanos, mas ainda depende do registro estadual para os animais.

O cenário atual reforça a necessidade de atenção redobrada para a doença, que já ultrapassou fronteiras brasileiras e exige estratégias integradas entre saúde animal e humana para controle eficaz. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal: gato, lesões cutâneas, fungo, tratamento, eletroporação, clínica veterinária, saúde pública, pulsos elétricos, inovação, São Paulo

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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