Dor na mandíbula atinge cinco vezes mais mulheres; entenda a Disfunção Temporomandibular
Ansiedade crônica e hábitos parafuncionais são fatores que agravam a dor na mandíbula feminina
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma condição que atinge cinco vezes mais mulheres do que homens, especialmente na faixa dos 25 aos 45 anos. Embora o estresse seja frequentemente apontado como a principal causa, um conjunto de fatores contribui para a maior incidência feminina dessa dor na mandíbula, que pode comprometer significativamente a qualidade de vida.
Entre as causas da DTM estão a artrite, inflamações ou sobrecarga nas articulações da mandíbula, além da ansiedade crônica, que provoca tensão excessiva nos músculos da região. Hábitos parafuncionais, como roer unhas, morder objetos ou mascar chicletes constantemente, também são responsáveis pelo agravamento do problema. Segundo o cirurgião-dentista e professor do curso de Odontologia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Manuel da Fonseca Rodrigues, “essas desordens geram respostas no sistema nervoso, nos músculos da mastigação, sendo capazes de provocar dores crônicas na face, cabeça, pescoço e até o travamento da boca”.
O diagnóstico da DTM muitas vezes começa com a observação de sinais em casa. O ranger de dentes durante o sono, conhecido como bruxismo, é um forte indicador, assim como desgastes visíveis nos dentes, retrações na gengiva, cansaço ao mastigar ou falar, vertigem e dificuldade para abrir ou manter a boca aberta. O especialista reforça a importância da busca por atendimento profissional: “A saúde feminina exige atenção devido à sua complexidade fisiológica e as diferentes fases da vida. As consultas rotineiras ao dentista favorecem o diagnóstico precoce de várias patologias”.
O tratamento da DTM é dividido em duas etapas. A primeira visa aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida, enquanto a segunda foca na resolução das causas, que podem incluir o ajuste do encaixe dentário. Em Campo Mourão, esses cuidados são oferecidos na Clínica-escola de Odontologia do Centro Universitário Integrado, onde acadêmicos supervisionados por professores especialistas realizam atendimentos. Em 2025, foram realizados 4.676 atendimentos a moradores de 25 municípios da região da Comcam.
O cirurgião-dentista Manuel da Fonseca Rodrigues destaca a importância de não ignorar os sintomas: “Não se acostume com a dor. Preste atenção aos sinais do corpo e faça também o autoexame da cavidade bucal para procurar manchas, alterações de cor nos dentes ou aftas que não cicatrizam em 15 dias. Ao menor sinal, procure ajuda especializada”.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



