Cannabis medicinal pode melhorar memória em pessoas com Síndrome de Down
Estudo espanhol destaca benefícios do uso contínuo de cannabis para cognição na Síndrome de Down
O Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, reforça a importância de tratamentos que possam contribuir para a qualidade de vida das pessoas com essa condição genética. A Síndrome de Down, causada pela trissomia do cromossomo 21, é a principal causa genética de deficiência intelectual, afetando cerca de um a cada 700 nascimentos no Brasil e um a cada 1.000 nascidos vivos globalmente.
Nos últimos anos, a cannabis medicinal tem sido estudada como uma alternativa terapêutica para melhorar sintomas associados à Síndrome de Down, como ansiedade, hiperatividade, distúrbios do sono e dificuldades cognitivas. Um estudo recente da Universitat Pompeu Fabra, na Espanha, aponta que o uso contínuo do medicamento derivado da planta pode trazer benefícios significativos para a memória e a capacidade de aprendizado dessas pessoas.
A pesquisa, ainda em fase pré-clínica, identificou que a modulação do sistema endocanabinoide – responsável por funções como memória e equilíbrio neural – pode reduzir inflamações cerebrais e corrigir alterações em receptores ligados ao funcionamento cognitivo. Segundo o estudo, esse tratamento contínuo pode ajudar a preservar as funções cognitivas ao longo do envelhecimento, especialmente diante do risco elevado de desenvolvimento precoce de quadros semelhantes à Doença de Alzheimer em pessoas com Síndrome de Down.
A médica Mariana Maciel, CEO e diretora médica da Thronus Medical, ressalta a importância de cautela: “Quando falamos do uso de CBD e outros canabinoides orais em pessoas com Síndrome de Down precisamos equilibrar esperança com responsabilidade. Existem sinais de potencial benefício em alguns casos, mas a ciência ainda estuda o impacto para essa população.” Ela destaca que “o mais seguro é evitar soluções simplistas” e que “cada paciente deve ser avaliado de forma individual, com acompanhamento médico criterioso, para que qualquer decisão seja baseada em segurança, evidência e bom senso”.
Outro ponto fundamental é a dosagem do medicamento. Mariana explica que “a dosagem deve ser individualizada e acompanhada por um médico experiente no uso de cannabis medicinal. Iniciar com doses baixas e ajustar gradualmente é uma prática recomendada”.
Este avanço no estudo da cannabis medicinal abre novas possibilidades para o cuidado contínuo e personalizado de pessoas com Síndrome de Down, reforçando a importância da pesquisa científica e do acompanhamento médico especializado para garantir tratamentos seguros e eficazes.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



