Calor extremo eleva riscos cardiovasculares; saiba como proteger seu coração

Altas temperaturas exigem cuidados redobrados para hipertensos, idosos e diabéticos

Com as ondas de calor intenso que marcam o verão, cresce a preocupação com a saúde do coração, especialmente no Brasil, onde as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, com cerca de 400 mil óbitos anuais. O calor extremo exige um esforço maior do sistema cardiovascular, o que pode ser perigoso para idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com doenças cardíacas pré-existentes.

Quando o corpo enfrenta altas temperaturas, ocorre vasodilatação para tentar resfriar o organismo. Essa expansão dos vasos sanguíneos pode causar queda na pressão arterial, fazendo com que o coração bata mais rápido para manter a circulação. Além disso, a transpiração intensa provoca perda de líquidos e eletrólitos importantes, como sódio e potássio, aumentando o risco de desidratação.

Segundo o cardiologista Leonardo Severino, do Sabin Diagnóstico e Saúde, “com a desidratação, o sangue se torna mais viscoso, o que exige um esforço ainda maior do coração para bombeá-lo pelo corpo. Essa sobrecarga aumenta o risco de eventos como arritmias, descompensação de insuficiência cardíaca e até mesmo infarto e trombose.”

Para minimizar esses riscos, medidas simples são fundamentais: manter-se hidratado, evitar exposição solar entre 10h e 16h, usar roupas leves e optar por refeições mais leves. Para quem já tem fatores de risco, o monitoramento da saúde por meio de exames laboratoriais é indispensável.

O especialista destaca que “não é preciso esperar por um sintoma grave. O monitoramento preventivo nos dá um panorama da saúde do paciente. Exames de check-up são ferramentas valiosas e devem ser individualizados conforme risco cardiovascular global.” Entre os principais exames recomendados estão:

– Perfil Lipídico (colesterol e triglicerídeos), que ajuda a avaliar o risco de aterosclerose e infarto;
– Eletrólitos (sódio e potássio), essenciais para o ritmo cardíaco e contração muscular;
– Função Renal (ureia e creatinina), que indica se os rins estão sendo sobrecarregados pela desidratação;
– Proteína C-Reativa ultrassensível, marcador inflamatório que pode indicar estresse sistêmico e risco cardiovascular precoce.

Caso haja suspeita de alterações, exames de imagem como ecocardiograma e angiotomografia podem complementar o diagnóstico. Em casos mais graves, a angiografia coronária é indicada para avaliar obstruções nas artérias e definir o tratamento adequado.

Leonardo Severino reforça que “a prevenção, aliada a um acompanhamento médico regular e a exames direcionados, é a estratégia mais inteligente para atravessar o verão com segurança.”

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Grupo Sabin.

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EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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