Aumento de casos de Mpox no Brasil: orientações das entidades médicas
AMRIGS e SGI reforçam cuidados e prevenção diante da circulação do vírus em 2026
A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a Sociedade Gaúcha de Infectologia (SGI) emitiram uma nota conjunta para orientar a população diante do aumento de casos de Mpox no Brasil em 2026. Segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde em março, foram registrados 149 casos confirmados ou prováveis no país, além de 539 suspeitas em investigação. Apesar do aumento, não há mortes registradas no período.
A maior concentração dos casos está em São Paulo, com 93 registros, seguida pelo Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11) e Rondônia (11). No Rio Grande do Sul, ainda não houve aumento significativo, mas a vigilância epidemiológica permanece ativa devido à circulação do vírus em outras regiões. A movimentação de pessoas entre estados, especialmente por viagens e eventos, pode facilitar a introdução de novos casos, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da vigilância.
A Mpox é uma infecção viral relacionada à varíola humana, porém geralmente menos grave. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Também pode acontecer em situações de proximidade prolongada ou contato íntimo.
Os sinais mais comuns da doença incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, aumento dos gânglios e lesões na pele ou mucosas. Essas lesões podem se apresentar como bolhas ou feridas em áreas como rosto, mãos, pés, boca, região genital ou anal. Em alguns casos, podem surgir sintomas como dor ao urinar, ao engolir ou desconforto anorretal.
A recomendação das entidades médicas é que, diante desses sinais, a população procure avaliação em serviços de saúde. A confirmação da doença pode exigir exames laboratoriais, pois a Mpox pode ser confundida com outras doenças dermatológicas ou infecções sexualmente transmissíveis.
Para prevenir a transmissão, é importante evitar contato direto com feridas de pessoas suspeitas, não compartilhar objetos pessoais, higienizar as mãos com frequência e buscar orientação médica ao perceber alterações na pele ou outros sintomas.
O Brasil conta com sistemas de vigilância epidemiológica, notificação obrigatória e fluxos de diagnóstico e acompanhamento para a Mpox. A AMRIGS e a SGI reforçam o compromisso com a promoção da saúde pública e a divulgação de informações qualificadas, destacando a importância da atenção aos sintomas, do atendimento precoce e da prevenção da estigmatização.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



