5 autoras brasileiras para ler no Mês das Mulheres e ampliar seu repertório

Obras contemporâneas que exploram maternidade, resistência e identidade feminina

Março é um mês de celebração, memória e enfrentamento, e uma forma poderosa de marcar essa data é lendo autoras brasileiras que trazem vozes historicamente marginalizadas. Ler mulheres é um gesto político e, sobretudo, um gesto de escuta, que amplia o repertório e reconhece a força da literatura feminina contemporânea.

Reunimos cinco autoras brasileiras cujas obras atravessam temas como maternidade, luto, desejo, violência, trabalho e resistência, com coragem estética e densidade política. São livros que acolhem, iluminam e confrontam, mostrando que escrever é também um modo de existir e resistir.

Thalita Coelho, catarinense, lésbica e mãe, é autora do romance *Ressaca*. A obra aborda o luto, a maternidade e memórias soterradas, entrelaçando a história de Marcela, uma professora que enfrenta a perda de uma aluna, e Leo, sua filha. Com elementos de realismo fantástico e o mar catarinense como metáfora, o livro trata de abuso sexual infantil e relações lésbicas. No prefácio, Monique Malcher destaca que “as personagens são mais do que mulheres, não há palavra que explique.”

Laura Redfern Navarro, poeta e pesquisadora paulista, traz em *um sonho lúcido* uma poesia sensorial que entrelaça paisagens oníricas e fragmentos de memória, amor e dissociação. Inspirada por autores e estéticas diversas, a obra aborda despersonalização e delírio a partir da experiência da autora com Transtorno de Personalidade Borderline.

Maíra Valério, jornalista de Brasília, apresenta *Amarga*, uma poesia sarcástica e humana que fala sobre solidão, trabalho, amor e a pressão pela felicidade em tempos de positividade tóxica. Com versos secos e humor ácido, o livro é descrito como “um soco nas facetas dentárias de resina que sorriem forçadamente nas redes sociais.” Thaís Campolina ressalta que “é tão bom saber que uma mulher também está com raiva do mundo.”

Marina Jerusalinsky, artista visual e pesquisadora, lança *Guia de conduta para mulheres bravas*, que resgata o “Juízo das Bravas”, julgamento histórico que punia mulheres por falas consideradas inadequadas. A obra combina pesquisa histórica, relatos contemporâneos e um projeto gráfico ousado para satirizar a criminalização da fala feminina e expor estereótipos coloniais.

Por fim, Myriam Scotti, escritora e crítica literária de Manaus, estreia no conto com *Sol abrasador prepara solo fértil*. As narrativas focam em mulheres amazônicas que vivem os ciclos econômicos, migração, trabalho e desigualdade, mostrando personagens complexas e reais. Bianca Santana enfatiza que as personagens “não abrem mão da capacidade de sentir e resistir.”

Neste Mês das Mulheres, escolher uma dessas autoras é abrir-se para narrativas que desconstroem silêncios e ampliam a compreensão da literatura brasileira contemporânea. Todas as obras estão disponíveis no site da editora Orlando.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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