Violência na juventude feminina é tema do romance “Instruções para desaparecer devagar”
Flávia Iriarte explora medo e desigualdades que moldam mulheres desde cedo em obra contemporânea
No Mês da Mulher, o romance “Instruções para desaparecer devagar”, da escritora e editora Flávia Iriarte, ganha destaque ao abordar a juventude feminina como um território marcado pela violência e pelo medo. Publicado pela Editora Faria e Silva, o livro parte de uma experiência real vivida pela autora em Siem Reap, no Camboja, em 2016, para construir uma narrativa que investiga as violências sutis e explícitas que moldam as mulheres desde cedo.
A trama acompanha uma viagem entre amigas que, em meio a descobertas e conflitos, é interrompida por um evento traumático. Este episódio força as personagens a confrontar hierarquias sociais, culpas não admitidas e os alicerces frágeis de suas identidades. Flávia Iriarte define a obra não apenas como um thriller psicológico, mas como uma “tragédia contemporânea”. Ela explica que o romance dialoga com a estrutura clássica da tragédia definida por Aristóteles — incluindo elementos como o erro trágico, a peripécia e a queda —, porém atualiza esse modelo para um mundo onde o destino é influenciado pelas forças sociais do capital, do gênero e do privilégio.
“Acho que toda mulher conhece esse estado. A sensação de que o perigo está sempre à espreita, de que a qualquer momento pode acontecer algo que não vamos conseguir evitar”, reflete a autora sobre o episódio que inspirou o livro. A narrativa é marcada por um estilo seco e objetivo, carregado de densidade existencial, e é influenciada por referências como o cinema de Michael Haneke e os romances de J.M. Coetzee, Elfriede Jelinek e Arnon Grunberg.
Flávia Iriarte, que também é fundadora da Editora Oito e Meio e da escola online Carreira Literária, traz em sua obra temas centrais como as diferenças de classe, a culpa branca, a amizade entre mulheres e a relação entre juventude e violência, sem recorrer a melodramas ou clichês. Ela destaca que o livro captura “o quanto a juventude é uma época violenta na vida das pessoas. Especialmente das mulheres”.
Com 156 páginas, “Instruções para desaparecer devagar” é o primeiro romance da autora, que já possui uma trajetória consolidada no mercado editorial. A obra está disponível para compra na Amazon e foi elaborada com dados da assessoria de imprensa.
Este romance oferece uma reflexão profunda sobre os perigos reais e simbólicos que as mulheres enfrentam desde jovens, revelando como o medo pode moldar suas vidas e identidades. A partir de uma tragédia pessoal, Flávia Iriarte constrói uma narrativa que dialoga com questões sociais atuais, tornando-se uma importante contribuição para a literatura contemporânea brasileira.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



