Mercado plant-based cresce no Brasil e atrai consumidores no Dia Mundial sem Carne
Setor movimenta mais de R$ 1 bilhão e reflete mudanças no consumo alimentar brasileiro
Celebrado em 20 de março, o Dia Mundial sem Carne é uma iniciativa global criada em 1985 para incentivar a redução do consumo de carne de origem animal e estimular reflexões sobre saúde, meio ambiente e bem-estar animal. No Brasil, esse movimento impulsiona o crescimento do mercado de alimentos plant-based, que são produtos elaborados com ingredientes de origem vegetal.
Segundo dados da plataforma Passport da Euromonitor, divulgados pelo The Good Food Institute (GFI), o setor de substitutos vegetais de carne e frutos do mar já ultrapassa R$ 1,1 bilhão em vendas no varejo. Em 2022, o mercado nacional de produtos plant-based faturou cerca de R$ 821 milhões, um avanço de 42% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é impulsionado principalmente pelo aumento da demanda por alternativas alimentares mais sustentáveis e diversificadas.
O avanço do setor acompanha mudanças no comportamento do consumidor. Pesquisas indicam que 49% dos brasileiros já reduziram o consumo de produtos de origem animal, movimento liderado pelos flexitarianos, pessoas que buscam diminuir a ingestão de carne sem eliminá-la completamente da dieta. A curiosidade por novos sabores também é um fator importante para a experimentação dos produtos plant-based, principalmente entre as gerações millennial e Z.
A evolução do mercado plant-based no Brasil pode ser observada ao longo das últimas duas décadas. Nos anos 2000, surgiram as primeiras linhas de produtos vegetarianos industrializados, voltados ao público vegetariano. Em 2015, com avanços tecnológicos, o mercado ganhou tração, com marcas investindo em sabor, textura e experiências gastronômicas semelhantes às dos alimentos de origem animal. Em 2024, o setor entra em uma nova fase, com investimentos em ingredientes nacionais, biodiversidade brasileira e pesquisas para melhorar o valor nutricional, textura e acessibilidade dos produtos.
Os alimentos plant-based podem ser elaborados a partir de diversas fontes vegetais, como ervilha, soja, grão-de-bico, aveia, arroz, castanhas e algas, ampliando as possibilidades nutricionais e culturais. A tecnologia é essencial para equilibrar sabor, textura e perfil nutricional, tornando o desenvolvimento desses produtos um dos segmentos mais inovadores da indústria alimentícia.
Dentro desse cenário, soluções práticas também ganham destaque. A Inédito Foods, por exemplo, desenvolve uma linha de alimentos plant-based em pó, que inclui hambúrguer, kibe, almôndegas e carne moída vegetal à base de proteína de soja. Esses produtos oferecem alto teor de proteína vegetal, preparo rápido, temperos incorporados e não necessitam de refrigeração, facilitando o armazenamento e o uso no dia a dia.
Mais do que eliminar alimentos, o movimento do Dia Mundial sem Carne propõe refletir sobre escolhas alimentares, ampliar a diversidade no prato e experimentar novas possibilidades gastronômicas. Soluções plant-based práticas e nutritivas ajudam a tornar essa transição mais simples, saborosa e acessível para quem deseja reduzir o consumo de carne.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



