Março Azul-Marinho: sinais do câncer de intestino que não podem ser ignorados
Conheça os sintomas e fatores de risco para diagnóstico precoce do câncer colorretal no Brasil
O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, representa um desafio significativo para a saúde pública no Brasil, com mais de 45 mil novos casos estimados anualmente. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, a doença é a segunda principal causa de morte no país, afetando homens e mulheres quase na mesma proporção — 21.970 e 23.660 casos, respectivamente.
Apesar da alta incidência, o diagnóstico precoce ainda é dificultado pela negligência com os sinais iniciais da doença. Os sintomas frequentemente são confundidos com condições benignas, como hemorroidas ou problemas intestinais comuns, o que atrasa a busca por avaliação médica. Entre os sinais de alerta mais frequentes estão sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), dor ou desconforto abdominal, fraqueza, anemia, perda de peso sem causa aparente, fezes mais finas e compridas, e presença de massa abdominal.
O coloproctologista Henrique Perobelli Schleinstein, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que “a detecção precoce é um dos principais fatores para aumentar as chances de cura. Isso pode ser feito a partir da avaliação de sintomas por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem”. A Organização Mundial da Saúde também recomenda o rastreamento em pessoas assintomáticas por meio do exame de sangue oculto nas fezes, seguido de colonoscopia para identificar lesões ou pólipos quando necessário.
Os fatores de risco para o câncer de intestino incluem idade a partir de 50 anos, sedentarismo, excesso de peso, alimentação inadequada — especialmente baixo consumo de fibras e alto consumo de carnes processadas e vermelhas —, histórico familiar, tabagismo, consumo de álcool e doenças inflamatórias intestinais. Além disso, a exposição ocupacional a substâncias como amianto, radiações ionizantes e o trabalho noturno também podem estar relacionados ao desenvolvimento da doença.
A prevenção está diretamente ligada ao estilo de vida. Manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente e adotar uma alimentação baseada em alimentos in natura, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas, são medidas essenciais. Evitar carnes processadas, limitar o consumo de carne vermelha e não fumar também são recomendações importantes para reduzir os riscos.
O tratamento do câncer de intestino pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio da doença. “O câncer de intestino é tratável e, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas chances de cura”, reforça o especialista. Por isso, a principal recomendação é clara: ao perceber qualquer alteração persistente no funcionamento do intestino ou sinais incomuns, a busca por avaliação médica não deve ser adiada.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Conceito visual principal: hospital, equipamentos médicos, iluminação natural, cuidado, diagnóstico, ambiente clínico, saúde, prevenção, exame, tratamento.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



