Câncer no abdômen: quase 60 mil novos casos anuais no Brasil até 2028

Estômago, pâncreas, esôfago e fígado lideram crescimento de tumores abdominais no país

O Brasil enfrenta um aumento significativo nos casos dos quatro tipos mais comuns de câncer no abdômen: estômago, pâncreas, esôfago e fígado. Segundo as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026-2028, esses tumores somarão aproximadamente 59,5 mil novos casos por ano, um crescimento em relação ao período anterior (2023-2025).

O câncer de estômago é o mais frequente, com previsão de 22.530 novos casos anuais, representando um aumento de 4,89%. Esse tipo de câncer está fortemente associado à infecção pela bactéria Helicobacter pylori, que afeta a barreira protetora do estômago e pode causar inflamação crônica. Estima-se que entre 70% e 80% da população mundial tenha essa infecção, a maioria assintomática, o que dificulta o diagnóstico precoce. Além disso, o consumo excessivo de sal e alimentos ricos em nitrosaminas, como embutidos e enlatados, também contribui para o risco.

O câncer de pâncreas apresenta o maior crescimento proporcional, com aumento de 20,58%, passando de 10.980 para 13.240 casos anuais. Esse tumor é especialmente desafiador devido à sua baixa incidência relativa, mas alta letalidade. Cerca de 80% dos pacientes descobrem a doença em estágios avançados, quando as chances de cura são limitadas. “O câncer de pâncreas é um dos maiores desafios da oncologia contemporânea justamente porque ele se desenvolve de forma silenciosa e agressiva”, afirma Felipe José Fernández Coimbra, cirurgião oncológico e secretário-geral da Sociedade Mundial de Cirurgia Oncológica (WSSO). Os sintomas iniciais são vagos, como dor abdominal ou lombar difusa, perda de peso, fraqueza e diabetes, o que pode atrasar a investigação.

O câncer de fígado também preocupa, com um salto de 15,42% nos casos, chegando a 12.350 por ano. Já o câncer de esôfago, que cresce 3,64%, apresenta diagnóstico tardio devido à ausência de sintomas claros nos estágios iniciais. Fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e refluxo gastroesofágico são determinantes importantes.

Felipe Coimbra destaca que “prevenção e diagnóstico precoce não são utopias” e que avanços tecnológicos, como protocolos de imagem refinados, ecoendoscopia e inteligência artificial aplicada à radiologia, ampliam as possibilidades de detecção antecipada. No entanto, o acesso desigual a esses recursos ainda representa um obstáculo no Brasil.

Esses dados reforçam a importância de campanhas de conscientização e estratégias integradas entre especialistas para melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dos cânceres abdominais, especialmente em grupos de risco. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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