A culpa na infertilidade feminina: como lidar com a pressão ao tentar engravidar

Especialista alerta para sobrecarga emocional e importância do apoio no tratamento do casal

Antes que o mês da Mulher termine, é fundamental abordar um tema delicado: a culpa que muitas mulheres carregam ao tentar engravidar. Apesar dos avanços da medicina reprodutiva, a infertilidade ainda é vista, culturalmente, como um problema feminino, o que gera uma sobrecarga emocional silenciosa e intensa.

Segundo o Dr. Matheus Roque, especialista em reprodução humana do Grupo Huntington, “embora a infertilidade seja um diagnóstico do casal, culturalmente ainda existe a tendência de responsabilizar a mulher. Isso gera um peso emocional muito grande, porque além de lidar com exames, procedimentos e expectativas, ela também carrega a sensação de estar falhando.” Dados indicam que cerca de 40% dos casos de infertilidade estão relacionados a fatores femininos, 40% a fatores masculinos e os demais a causas mistas ou sem explicação aparente. No entanto, a investigação muitas vezes começa e se concentra no corpo da mulher, reforçando uma percepção equivocada.

O exame do homem, como o espermograma, é simples e fundamental, mas ainda enfrenta resistência, o que pode aumentar o sentimento de solidão da mulher durante o tratamento. Além disso, a pressão do tempo, especialmente a partir dos 35 anos, quando a qualidade e quantidade dos óvulos diminuem, intensifica a ansiedade feminina. O especialista destaca que “infertilidade é uma condição médica, não um fracasso individual.”

O impacto emocional pode incluir sintomas depressivos, alterações no sono, irritabilidade e conflitos conjugais. O processo envolve ciclos de esperança e frustração, especialmente em tratamentos complexos como a fertilização in vitro. Por isso, o Dr. Matheus enfatiza a importância de encarar a infertilidade como um projeto do casal: “Quando ambos se reconhecem como parte ativa do processo, compartilhando exames, decisões e expectativas, o peso deixa de recair sobre uma única pessoa.”

O suporte psicológico especializado também é fundamental. “O acompanhamento emocional não deve ser visto como algo secundário. Cuidar da saúde mental é parte do tratamento. Muitas vezes, o acolhimento adequado ajuda o casal a tomar decisões mais conscientes e a atravessar as etapas com menos sofrimento”, reforça o médico.

Por fim, ampliar o debate público sobre infertilidade é essencial para desconstruir mitos e reduzir estigmas. “Precisamos falar mais sobre infertilidade masculina, sobre causas mistas e sobre o fato de que nem sempre há um culpado. A medicina evoluiu muito, mas a cultura ainda precisa evoluir junto”, conclui o Dr. Matheus Roque.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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