5 autoras brasileiras para ler no Mês das Mulheres com obras impactantes
Conheça escritoras que exploram temas como luto, resistência e memória em suas obras
Março, Mês das Mulheres, é um momento para celebrar, lembrar e ouvir vozes femininas que transformam a literatura brasileira contemporânea. Ler mulheres é um gesto político e de escuta, pois abre espaço para narrativas que historicamente precisaram disputar cada centímetro de fala. Para este mês, destacamos cinco autoras brasileiras cujas obras atravessam temas como luto, resistência, memória e desejo, com coragem estética e densidade política.
Thalita Coelho, escritora catarinense, professora e doutora em Literatura, traz em seu romance *Ressaca* uma narrativa fragmentada que entrelaça o luto, a maternidade e memórias soterradas. A história acompanha Marcela, uma professora que enfrenta a perda de uma aluna, e Leo, sua filha, revelando traumas enterrados. O mar catarinense é mais que cenário, é uma metáfora das memórias que insistem em retornar. No prefácio, Monique Malcher destaca: “As personagens são mais do que mulheres, não há palavra que explique.”
Laura Redfern Navarro, poeta e pesquisadora paulista, apresenta em *um sonho lúcido* uma travessia sensorial que mistura paisagens oníricas e fragmentos de memória, amor e dissociação. A obra, dividida em três blocos, reflete a reconexão da consciência ao corpo, inspirada por autores como Alejandra Pizarnik e estéticas digitais, abordando o Transtorno de Personalidade Borderline.
A poesia de Maíra Valério, jornalista de Brasília, é marcada pelo tom ácido e sarcástico. Em *Amarga*, ela explora solidão, trabalho, amor e trauma, criticando a positividade tóxica. O livro é dividido em cinco seções e traz uma epígrafe de Hilda Hilst: “Só não existe amargura onde não existe o ser.” Thaís Campolina, na orelha, afirma que a obra mostra que “uma mulher também está com raiva do mundo.”
Marina Jerusalinsky, artista visual e doutora em Artes, resgata em *Guia de conduta para mulheres bravas* o “Juízo das Bravas”, um julgamento histórico que punia mulheres por falarem de forma considerada inapropriada. O livro combina pesquisa histórica, relatos contemporâneos e um projeto gráfico ousado para satirizar a criminalização da fala feminina e expor estereótipos coloniais. “Essas ‘lições’ mostram como a linguagem perpetua opressões, mas também como podemos desmontá-las com ironia”, afirma a autora.
Por fim, Myriam Scotti, escritora e crítica literária amazonense, estreia no conto com *Sol abrasador prepara solo fértil*. Suas narrativas retratam mulheres amazônicas marcadas pelos ciclos econômicos, migração, trabalho e desigualdade. Manaus é uma presença que molda desejos e frustrações, e as personagens são complexas, entre contradição e potência. Bianca Santana destaca que elas são “atravessadas pelo trabalho, pela migração, pela saudade, pelo amor e pela desigualdade, sem abrir mão da capacidade de sentir e resistir.”
Ler essas autoras é ampliar repertórios e reconhecer a força da literatura feminina contemporânea. As obras estão disponíveis no site da Editora Orlando. Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Conceito visual principal: livros, mulheres, resistência, memória, maternidade, luto, poesia, narrativa, mar, sensorial.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



