Tratamento do câncer do colo do útero exige cuidado com sexualidade e fertilidade

Especialistas destacam importância do diálogo e prevenção no Março Lilás

O câncer do colo do útero é um dos principais desafios de saúde pública para as mulheres brasileiras, exigindo um olhar sensível para aspectos que vão além do tratamento da doença, como a sexualidade e a fertilidade. Durante o Março Lilás, campanha dedicada à conscientização sobre essa doença, especialistas da Sociedade Brasileira de Patologia e da Sociedade Brasileira de Radioterapia reforçam a importância do diálogo aberto e do acompanhamento multiprofissional.

Segundo a médica radio-oncologista Dra. Juliana Helito, do Hospital Israelita Albert Einstein, “o câncer do colo do útero é uma doença que pode impactar diretamente a saúde sexual e reprodutiva da mulher. Por isso, é essencial discutir com a paciente as possibilidades de tratamento e os possíveis efeitos na vida sexual e na fertilidade”. Tratamentos como radioterapia, quimioterapia e cirurgias extensas podem alterar funções físicas relacionadas à sexualidade e à capacidade reprodutiva, tornando o suporte médico e psicológico fundamental.

O câncer do colo do útero se desenvolve na parte inferior do útero, o colo uterino, e está associado principalmente à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), transmitido via contato sexual. A médica patologista Dra. Karla Kabbach, também do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que “o principal fator causal desse câncer é a infecção pelo HPV de alto risco. Quando o vírus infecta as células do colo do útero, ele pode se integrar ao DNA do hospedeiro e provocar alterações que fazem com que essas células passem a se multiplicar de forma descontrolada”. Esse processo pode levar de 10 a 15 anos para evoluir para câncer, o que oferece uma janela importante para prevenção e diagnóstico precoce.

Apesar da doença ser altamente prevenível, o câncer do colo do útero ainda é o terceiro tumor maligno mais frequente entre mulheres no Brasil, com cerca de 17 mil novos casos por ano e mais de 7 mil óbitos anuais, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A desigualdade no acesso à vacinação contra HPV, exames de rastreamento e informação contribui para a incidência e mortalidade elevadas, especialmente em regiões como a Região Norte.

O exame Papanicolaou, tradicionalmente utilizado para rastreamento, identifica alterações celulares que podem indicar lesões precursoras. Desde 2025, o Brasil tem ampliado a utilização de testes que detectam o DNA do HPV de alto risco, tornando o diagnóstico ainda mais eficaz. Dra. Karla destaca que “o tecido coletado durante o exame ginecológico é encaminhado ao laboratório, onde o patologista analisa as células ao microscópio para identificar alterações que podem indicar a presença do HPV ou lesões precursoras do tumor”.

O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A radioterapia, explica Dra. Juliana, “tem um papel central no tratamento do câncer do colo do útero e pode ser curativa em muitos casos. Frequentemente, ela é combinada à quimioterapia para aumentar a eficácia do tratamento”.

Para ampliar o acesso à informação, a Sociedade Brasileira de Patologia lançou um episódio especial do podcast “O Patologista em Podcast”, com participação das especialistas Dra. Karla Kabbach e Dra. Juliana Helito, disponível no Spotify. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa e busca levar conhecimento acessível sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero, reforçando a importância do cuidado integral para a saúde da mulher.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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