Mamografia identifica risco cardiovascular em mulheres, alerta especialista

Exame vai além do câncer de mama e pode revelar sinais precoces de doenças do coração

A mamografia, tradicionalmente reconhecida como exame fundamental para o diagnóstico precoce do câncer de mama, tem ganhado destaque também por sua capacidade de identificar riscos para doenças cardiovasculares em mulheres. Segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), 60,3% dos 4,8 milhões de exames por imagem realizados em 2025 foram feitos por pacientes do sexo feminino, com um crescimento de 8,2% no número absoluto de mulheres atendidas, o que representa mais de 184 mil novas pacientes em um ano.

A médica radiologista e especialista em mama da FIDI, Dra. Vivian Milani, explica que “além de seu papel no diagnóstico precoce do câncer de mama, pesquisadores apontam que a mamografia também pode revelar calcificações arteriais mamárias, achado associado em estudos a maior risco cardiovascular e que pode contribuir para o encaminhamento precoce dessas mulheres para investigação clínica complementar”. Essa associação foi reforçada por um estudo recente da European Society of Cardiology, que analisou 123.762 mulheres sem doença cardiovascular conhecida e identificou que depósitos de cálcio nas artérias da mama observados na mamografia estão ligados a maior risco de infarto, insuficiência cardíaca, AVC e morte.

A atenção para a saúde cardiovascular feminina é especialmente importante em mulheres jovens, que apresentam maior vulnerabilidade em determinadas faixas etárias. Os dados da FIDI indicam que a maioria das mulheres que realizam exames de imagem está na faixa adulta, com 7,8 milhões de pacientes, enquanto o público idoso soma 4,9 milhões. Isso reforça a necessidade de prevenção e acompanhamento constante, com hábitos de vida saudáveis e consultas médicas regulares.

Além da mamografia, o raio-X de tórax é outro exame amplamente realizado pelas mulheres, ultrapassando 2 milhões de procedimentos. Este exame, embora tenha função diferente, pode revelar sinais indiretos de comprometimento cardiovascular em casos sintomáticos, como cardiomegalia e congestão vascular pulmonar.

A Dra. Vivian Milani ressalta que “quando falamos em saúde da mulher, é essencial olhar para ela de forma integral. Muitas doenças cardiovasculares evoluem silenciosamente, e a identificação precoce pode fazer toda a diferença no prognóstico e na qualidade de vida da paciente”. O tema é relevante, pois tanto o câncer de mama quanto as doenças cardiovasculares continuam entre os principais desafios da saúde feminina.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da FIDI.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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