Artistas de São Paulo pedem transparência na Virada Cultural com MSP
Movimento dos Sem Palco busca critérios claros e justiça na seleção de artistas
Artistas de São Paulo organizados no Movimento dos Sem Palco (MSP) estão mobilizados para cobrar maior transparência nos processos de inscrição e seleção da Virada Cultural. A iniciativa visa garantir critérios claros e justos para a participação dos artistas no evento, além de questionar a distribuição dos recursos financeiros destinados à programação.
Na quinta-feira, 19 de março, às 20h, os integrantes do MSP se reunirão no Centro Cultural Tatuapé para formalizar o apoio à carta manifesto que será entregue à Secretaria Municipal de Cultura. No dia seguinte, sexta-feira, 20 de março, às 11h, o grupo protocolará o documento na Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, em encontro com o secretário Totó Parente.
O manifesto destaca a complexidade das plataformas digitais usadas para inscrição, que não geram protocolos nem retornos aos artistas não selecionados. Walter Egéa, empreendedor cultural e um dos articuladores do movimento, afirma: “Todo ano é assim: as plataformas não informam se a inscrição foi realizada, não geram protocolo de inscrição e também não esclarecem os critérios de negativa”. Ele também critica a concentração de verbas milionárias em poucos artistas de renome, enquanto muitos talentos locais ficam excluídos.
O documento aponta que os recursos destinados aos 10 maiores cachês da Virada Cultural de 2025, cerca de R$ 6 milhões, poderiam financiar cerca de 1200 projetos independentes com cachês de R$ 5 mil cada, ampliando a diversidade e o alcance do evento. Essa disparidade, segundo o MSP, vai contra os princípios de pluralidade e descentralização que deveriam nortear as políticas culturais públicas.
O Programa Disruptivos Culturais, lançado em outubro de 2025, apoia a iniciativa do MSP. Sandra de Angelis, jornalista do programa, reforça a importância de valorizar expressões artísticas locais e plurais para promover transformação social. A designer Cris Lindner ressalta que as artes devem fugir de interesses comerciais restritos e que a Virada Cultural deveria refletir esse propósito.
A carta manifesto solicita que o processo de inscrição seja acompanhado da geração de um protocolo que comprove a participação dos candidatos, além de exigir clareza sobre os critérios de seleção e a destinação dos recursos públicos. O objetivo é construir uma política cultural mais equilibrada, que preserve grandes nomes quando justificado, mas que priorize o fomento à produção independente e à economia criativa local.
Essa mobilização do MSP representa um passo importante para a construção de um cenário cultural mais justo, inclusivo e transparente em São Paulo, promovendo a valorização dos artistas que ainda não têm espaço nos grandes eventos da cidade.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



