Alimentação de qualidade protege o coração antes e após cirurgias, diz estudo

Pesquisa de Harvard destaca importância dos alimentos naturais para saúde cardiovascular

Um estudo recente da Harvard T.H. Chan School of Public Health reforça que a qualidade da alimentação é decisiva para proteger o coração, inclusive antes e depois de cirurgias cardíacas. A pesquisa, publicada no Journal of the American College of Cardiology, acompanhou cerca de 200 mil pessoas por mais de 30 anos, mostrando que dietas baseadas em alimentos de boa qualidade reduzem o risco de doenças cardiovasculares.

Segundo o estudo, não basta apenas reduzir carboidratos ou gorduras; o que realmente importa é a escolha dos alimentos. Dietas que incluem grãos integrais, legumes, frutas, verduras e gorduras insaturadas oferecem proteção ao coração. Por outro lado, padrões alimentares ricos em carboidratos refinados, carnes processadas e gorduras saturadas estão associados a um maior risco de doença coronariana.

O cirurgião cardiovascular Dr. Elcio Pires Junior, que acompanha pacientes antes e depois de cirurgias cardíacas, destaca que “a alimentação não deve ser pensada apenas como restrição de gordura ou de carboidrato. O foco precisa ser a qualidade do que se come.” Ele explica que pacientes cardíacos se beneficiam de uma dieta rica em vegetais, fibras, proteínas magras e gorduras boas, com redução de ultraprocessados, açúcar e excesso de sal.

Para quem passou por procedimentos como revascularização do miocárdio ou troca de válvula, as recomendações internacionais indicam priorizar alimentos naturais que ofereçam proteínas para cicatrização, fibras para controle do colesterol e gorduras saudáveis, como azeite, peixes e oleaginosas. Esse padrão alimentar contribui para uma recuperação mais segura e ajuda a reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares.

O Dr. Elcio alerta que é comum o erro de pensar que basta “cortar gordura” após a cirurgia. Ele afirma que “depois de uma cirurgia cardíaca, o organismo precisa de nutrientes adequados para se recuperar. O ideal é manter uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras, grãos integrais, peixes e carnes magras, evitando frituras, embutidos e alimentos industrializados.” Além disso, ele enfatiza que essa mudança deve ser definitiva, não temporária.

O especialista ressalta que a alimentação adequada é parte integrante do tratamento cardiológico, assim como os medicamentos e o acompanhamento médico. “A cirurgia corrige um problema, mas a doença cardiovascular continua sendo crônica. A qualidade da alimentação, associada à atividade física e ao controle dos fatores de risco, é fundamental para proteger o coração no longo prazo”, conclui.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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