Diálogo entre pais e filhos é chave para uso seguro das redes sociais
Campanha britânica destaca importância da conversa para proteger crianças online
O diálogo entre pais e filhos é fundamental para orientar o uso das redes sociais e proteger crianças e adolescentes dos impactos negativos dos conteúdos tóxicos. Em fevereiro de 2026, o Reino Unido lançou a campanha “You Won’t Know Until You Ask” (“Você não vai saber até perguntar”), que incentiva as famílias a conversarem sobre o que as crianças acessam online, especialmente diante do aumento do uso precoce de smartphones.
Segundo a psicopedagoga Paula Furtado, a iniciativa traz orientações práticas divididas por faixa etária, ensinando como iniciar conversas sobre o que aparece no feed, o funcionamento dos algoritmos e o uso de controles parentais. Ela destaca que “os adultos não precisam dominar tecnologia para orientar. O mais importante é conversar sobre o que aparece no feed, perguntar quem a criança segue e ensinar a desconfiar de conteúdos muito apelativos”. Para Paula, esse diálogo transforma a internet de um espaço solitário em um ambiente onde a criança se sente segura para pedir ajuda.
A especialista chama atenção para os efeitos negativos dos conteúdos tóxicos, que podem aumentar ansiedade, insegurança e distorcer a percepção das crianças sobre relações, corpo e autoestima. “Essas postagens também podem influenciar a forma como crianças e adolescentes percebem o mundo e se relacionam com os outros”, explica Paula.
Além da família, Paula ressalta a importância do engajamento das escolas, que devem trabalhar educação midiática e pensamento crítico, e do governo, que precisa fortalecer políticas públicas e campanhas de conscientização. Ela também destaca a responsabilidade das plataformas digitais no funcionamento dos algoritmos e na moderação dos conteúdos. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende maior investimento das empresas e legislações mais robustas para a proteção no ambiente online, pois “hoje, um grande entrave é transferir quase toda a responsabilidade para as famílias, quando parte do problema está no próprio funcionamento das plataformas”.
Para apoiar os pais, existem diversos recursos educativos, como o portal Kids Online Safety do governo britânico, o Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais do governo federal brasileiro, e a Helpline da SaferNet Brasil. Paula orienta que a educação digital deve ser incorporada de forma simples e prática na rotina familiar, reservando momentos curtos para conversar sobre o que as crianças veem online. Ela reforça que “supervisão é cuidado e não desconfiança” e que construir combinados juntos ajuda a reduzir resistências.
Ensinar a checar fontes, desconfiar de conteúdos sensacionalistas e conversar sobre manipulação de imagens e vídeos são práticas essenciais para fortalecer o pensamento crítico dos jovens e ajudá-los a identificar informações falsas.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Conceito visual principal: diálogo, família, criança, redes sociais, conversa, proteção, tecnologia, vínculo, educação, supervisão.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



