Presença feminina na equipe médica melhora tratamento de infarto em mulheres
Estudo mostra que aumentar médicas nas equipes reduz mortalidade feminina no infarto
A presença feminina nas equipes médicas tem impacto direto na melhora dos resultados no tratamento de mulheres que sofreram infarto. Um estudo internacional realizado pela Universidade de Minnesota, envolvendo 581.845 pacientes na Flórida, revelou que a taxa de mortalidade entre mulheres tratadas por médicos homens é 1,52 ponto percentual superior à média geral, o que equivale a aproximadamente 1,5 morte a mais a cada 100 pacientes atendidas.
Esse dado, publicado originalmente em 2018 e retomado em revisões recentes, mostra que o aumento da participação feminina nas equipes médicas pode reduzir essa diferença. Para cada incremento de 5% na proporção de médicas no pronto-socorro, a probabilidade de sobrevivência das mulheres atendidas por médicos homens cresceu 0,4 ponto percentual. Ou seja, um aumento de 20% na presença feminina poderia neutralizar a diferença observada.
“A diversidade amplia o repertório clínico, reduz vieses e melhora a capacidade de reconhecer diferentes apresentações da doença. Não se trata de gênero isoladamente, mas da riqueza de perspectivas dentro da equipe, que contribui para identificar melhor o histórico dos pacientes e para o sucesso do tratamento”, afirma Marina Fantini, especialista em insuficiência cardíaca e cofundadora da CardioWays.
A médica destaca que os sintomas de infarto podem variar entre homens e mulheres. Enquanto a dor intensa no peito é o sintoma mais comum entre homens, nas mulheres o quadro pode ser menos evidente, manifestando-se como cansaço súbito, enjoo persistente, dor irradiada para o braço ou dificuldade para respirar. “Os dados sugerem que médicas podem ter maior familiaridade com manifestações clínicas femininas. Independentemente do gênero do profissional, essas evidências reforçam a importância da capacitação contínua das equipes e do diálogo entre colegas para evitar subdiagnósticos e tornar a assistência cada vez mais eficiente na preservação de vidas”, avalia Marina.
Além da diversidade, a especialista ressalta a importância de uma jornada unificada e integrada no cuidado com o coração. “Esse formato integra decisões de dezenas de especialidades dentro da cardiologia e amplia o acompanhamento preventivo, criando um fluxo contínuo dedicado que melhora as condições de vida dos pacientes em todas as faixas etárias. Infelizmente, em muitos casos, a jornada unificada ainda é uma meta a ser alcançada”, conclui.
A CardioWays, hub de cardiologistas, atua para ampliar o acesso a tecnologias e ao cuidado integrado na saúde do coração, promovendo tratamentos inovadores e multidisciplinares para pacientes com insuficiência cardíaca. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



