Novas normas visam acelerar diagnóstico e tratamento do câncer de mama
Proposta da SBM à ANS busca reduzir atrasos e ampliar qualidade de vida na rede privada
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) apresentou recentemente à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) uma proposta para aprimorar o cuidado do câncer de mama na rede privada de saúde. A iniciativa tem como foco principal reduzir os atrasos no diagnóstico e tratamento, otimizar recursos e custos, e ampliar as chances de sobrevivência e qualidade de vida das pacientes.
Um levantamento realizado com cerca de 500 mastologistas que atuam na rede privada revelou que o intervalo entre o pedido inicial de exames e a realização da cirurgia pode ultrapassar 60 dias. Segundo a SBM, esse prazo supera os limites críticos para o prognóstico oncológico. O tempo médio para liberação de exames anatomopatológicos é de 14 dias, para resultados imunoistoquímicos chega a 17,5 dias, e para exames complementares necessários ao estadiamento do câncer, cerca de 19,6 dias. Somando essas etapas, o diagnóstico pode levar mais de 45 dias.
Após essa fase, há um novo intervalo para a autorização das cirurgias pelas operadoras de saúde, que pode chegar a 14 dias úteis, ou até 18 dias úteis quando são necessários materiais especiais. “Na prática, a soma desses intervalos pode ultrapassar 60 dias, o que pode comprometer o prognóstico oncológico”, destaca o presidente da SBM, Guilherme Novita.
Outro ponto importante da proposta refere-se à reconstrução mamária após a mastectomia. Apesar de assegurada por lei, o levantamento mostra que aproximadamente 25% das pacientes submetidas à mastectomia na saúde suplementar não realizam a reconstrução mamária, mesmo sem contraindicações clínicas. “Essa realidade pode gerar impacto psicológico significativo, comprometer a qualidade de vida e, em alguns casos, desencorajar as pacientes a aceitarem o tratamento cirúrgico”, pondera a SBM.
A proposta da SBM, apresentada em reunião com o presidente da ANS, Wadih Damous, e outros representantes, sugere quatro principais mudanças: reduzir para até 10 dias úteis o prazo para autorização de cirurgias; autorizar imediatamente exames imunoistoquímicos após confirmação do diagnóstico; estabelecer uma linha de cuidado que permita monitoramento e fiscalização dos prazos máximos entre diagnóstico e início do tratamento, conforme leis vigentes; e fomentar cooperação institucional entre ANS, sociedades médicas e operadoras para desenvolver políticas assistenciais baseadas em evidências.
O presidente da SBM reforça que a entidade está à disposição para colaborar tecnicamente na construção e implementação dessas estratégias, “reforçando o compromisso institucional com a melhoria da assistência às mulheres brasileiras”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Mastologia.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



