Moda brasileira no Oscar: vestido amazônico de Alice Carvalho destaca bioeconomia

Vestido feito com fibras naturais da Amazônia une sustentabilidade e design no tapete vermelho

No tapete vermelho do Oscar 2026, a moda brasileira ganhou destaque com a atriz Alice Carvalho, que usou um vestido criado pela marca amazônica Normando. A peça, confeccionada com fibras naturais de malva e juta produzidas pela Companhia Têxtil de Castanhal, une moda e bioeconomia em um dos eventos mais prestigiados do cinema mundial.

O vestido combina a estética contemporânea da Normando com a sustentabilidade da Amazônia. Inspirado na estrutura de um blazer, apresenta ombros marcados, bolsos e acabamento alinhavado à mão. A parte inferior do vestido se abre em uma silhueta fluida, próxima ao formato sereia, garantindo elegância e conforto. Para isso, os estilistas aplicaram um forro de algodão por termocolagem, reforçando a funcionalidade da peça.

Segundo Emídio Contente, diretor criativo da Normando, “trabalhamos com as fibras da Castanhal no nosso dia a dia. Já apresentamos peças feitas com elas na São Paulo Fashion Week e no Baile da Vogue. O vestido mistura malva e juta e foi pensado para ser confortável, com atenção à ergonomia e ao toque na pele.”

A malva, fibra natural nativa da Amazônia, é leve e resistente, assim como a juta, introduzida na região por imigrantes japoneses na década de 1930. Embora comumente usadas em sacarias e embalagens sustentáveis, essas fibras ganham protagonismo na moda pela Normando. Marco Normando, diretor criativo da marca, destaca que “em um mundo em que quase todos os modelos já foram criados, a matéria-prima é o que existe de mais inovador. E não há nada mais tecnológico do que a floresta, com a tecnologia da natureza, da semente e da mão humana.”

Levar um vestido feito com fibras amazônicas ao Oscar é uma forma de reposicionar o olhar internacional sobre a região, mostrando “uma Amazônia contemporânea, de tecnologia, cultura e diversidade, longe de estereótipos,” afirma Marco Normando.

A Companhia Têxtil de Castanhal, maior produtora de malva e juta das Américas, tem 60 anos de atuação transformando fibras naturais cultivadas em áreas de várzea em fios, telas e tecidos para diversos setores. O cultivo segue o ciclo natural das chuvas e rios amazônicos, sem irrigação artificial, adubação química ou desmatamento, caracterizando uma operação carbono negativo.

Além do impacto ambiental, a cadeia produtiva tem forte impacto social, com parcerias que oferecem assistência técnica, fornecimento de sementes e compra garantida da produção a comunidades ribeirinhas, gerando renda estável para centenas de famílias. Todo o processo é rastreável e auditado para assegurar manejo ambiental e condições éticas de trabalho.

Para Emídio Contente, trabalhar com essas fibras é também uma forma de honrar memórias pessoais, já que a malva sempre esteve presente no cotidiano do interior do Pará. Ao vestir Alice Carvalho, Normando e Castanhal transformam o tapete vermelho em uma vitrine para a moda brasileira e o potencial criativo da Amazônia, onde design e sustentabilidade caminham lado a lado.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 62 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar