Endividamento recorde revela dificuldade com organização financeira no Brasil

Mais da metade dos brasileiros admite entender pouco sobre finanças pessoais, aponta estudo

O Brasil iniciou 2025 com um índice recorde de endividamento: 78,9% das famílias brasileiras estavam com dívidas, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Paralelamente, levantamento do Observatório Febraban revelou que 55% dos brasileiros admitem entender pouco ou nada sobre educação financeira.

Esses dados indicam que, apesar do acesso a crédito e renda, a organização financeira ainda é um desafio para grande parte da população. Ricardo Hiraki, sócio-fundador da Plano Fintech, explica que o problema está na forma como o tema é apresentado. Segundo ele, “quando se cria a ideia de que é preciso dominar ferramentas complexas, muita gente desiste antes de começar”.

Essa percepção dificulta tanto o controle do orçamento doméstico quanto a gestão financeira empresarial. No âmbito familiar, a falta de um método simples e acessível contribui para o uso recorrente do crédito rotativo e parcelamentos sucessivos, aumentando o endividamento. Já nas empresas, especialmente as pequenas e médias, a ausência de controle estruturado do fluxo de caixa compromete a margem de lucro e a previsibilidade dos negócios.

Ricardo destaca que organizar as finanças não significa sofisticar a gestão, mas sim ganhar clareza. “Quando há clareza, a tomada de decisão melhora e o risco diminui”, afirma. Ele também aponta uma barreira comportamental importante: o dinheiro ainda é tratado como tabu em muitas famílias e organizações, dificultando conversas abertas e planejamento antecipado.

No ambiente corporativo, a organização financeira vai além do cumprimento de obrigações fiscais. Ela influencia negociações com fornecedores, planejamento tributário e capacidade de investimento. Com controles simples de receitas, despesas e projeções, o empresário reduz decisões impulsivas e amplia a margem de segurança. “Quando o gestor entende exatamente seus custos e sua margem, ele para de operar no improviso. Isso traz estabilidade para contratar, investir e crescer com responsabilidade”, completa o especialista.

Para começar a organizar as finanças, Ricardo recomenda um diagnóstico detalhado que mapeie receitas, despesas fixas e variáveis e compromissos futuros. A partir dessa análise, é possível definir metas e criar uma rotina de acompanhamento. Ele alerta que não existem soluções imediatistas: “Não existe ferramenta que substitua disciplina. O método precisa ser simples o suficiente para ser repetido todos os meses”.

Entre as práticas indicadas para transformar a organização financeira em rotina estão: mapear o fluxo de caixa mensal, definir metas financeiras mensuráveis, revisar despesas periodicamente, criar rotina de acompanhamento e separar finanças pessoais das empresariais.

Segundo Ricardo Hiraki, simplificar o discurso sobre dinheiro é fundamental para ampliar a adesão. “Enquanto a organização financeira for vista como algo complicado, as pessoas continuarão adiando. Quando entendem que se trata de clareza e método acessível, o comportamento muda”.

Com o endividamento das famílias em níveis elevados e juros que pressionam o custo do crédito, a discussão sobre educação financeira ganha importância estratégica. Tornar o planejamento financeiro compreensível e aplicável pode ser decisivo para reduzir vulnerabilidades e fortalecer decisões pessoais e empresariais.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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