DNA influencia resposta a medicamentos e risco de trombose com anticoncepcionais

Entenda como variações genéticas impactam tratamentos e a saúde da mulher

Avanços na genética têm mostrado que o DNA pode influenciar significativamente a resposta do organismo a medicamentos, impactando tanto a eficácia quanto o risco de efeitos adversos. Isso é especialmente relevante para mulheres que utilizam anticoncepcionais orais combinados, pois variações genéticas podem indicar maior predisposição ao desenvolvimento de trombose venosa profunda (TVP).

Segundo dados, o risco de TVP associado ao uso desses anticoncepcionais é baixo, afetando cerca de 5 a 12 mulheres para cada 10 mil por ano. Entretanto, a mesma medicação pode funcionar bem para uma pessoa e causar efeitos adversos em outra, o que pode ser explicado por diferenças genéticas.

Nos Estados Unidos, a farmacogenética já é incorporada à prática clínica. A Food and Drug Administration (FDA) informa que mais de 100 medicamentos trazem informações farmacogenéticas em suas bulas, destacando a influência do DNA na resposta ao tratamento. Entre esses medicamentos estão drogas para depressão, doenças cardiovasculares, câncer e controle da dor.

Ricardo di Lazzaro, médico geneticista e fundador da Genera, explica que “pequenas variações no DNA podem alterar a forma como o organismo metaboliza determinadas substâncias”. Ele destaca ainda que “mais de 90% das pessoas carregam pelo menos uma variante genética que pode afetar a resposta a medicamentos, reforçando o potencial da genética para orientar tratamentos mais personalizados.”

Além da resposta a medicamentos, a análise genética pode identificar predisposições importantes para a saúde feminina, como câncer de mama e ovário, endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), mioma uterino, diabetes gestacional, entre outras condições.

Um destaque importante é a identificação de trombofilias hereditárias, como a mutação Fator V Leiden, associada ao aumento do risco de trombose. Essa alteração genética está presente em cerca de 3% a 8% da população de origem europeia e é uma das principais causas hereditárias de trombofilia.

Monique Morgado, hematologista do Alta Diagnósticos, ressalta que “o exame do Fator V de Leiden é uma ferramenta essencial para o acompanhamento de pacientes com trombose venosa, pois identifica uma predisposição genética que eleva o risco de novos eventos. Esse conhecimento permite uma abordagem personalizada e muito mais segura para a saúde da paciente.”

Cristovam Scapulatempo Neto, diretor médico de Patologia da Dasa Genômica, destaca que a integração entre genética e prática clínica representa um avanço importante para um cuidado mais personalizado e preventivo, permitindo decisões médicas mais precisas.

Ricardo di Lazzaro conclui que “a genética não substitui a avaliação clínica, mas pode oferecer informações importantes para tornar o tratamento mais seguro e eficaz.”

Esse cenário reforça a importância de testes genéticos, como o Painel Saúde da Mulher da Genera, que avalia predisposições associadas a diversas condições femininas, incluindo variantes ligadas à trombose, auxiliando na prevenção e no acompanhamento individualizado da saúde.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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