Cyberbullying entre jovens cresce e exige atenção das famílias e escolas

Educação digital e diálogo são essenciais para prevenir o assédio online em adolescentes

O cyberbullying tem crescido entre crianças e adolescentes, acendendo um alerta importante para famílias e educadores. Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 13,2% dos jovens entre 13 e 17 anos já afirmaram ter sofrido esse tipo de assédio online. A pesquisa, realizada em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, ouviu mais de 159 mil estudantes de escolas públicas e privadas, revelando a dimensão do problema.

Diferente do bullying tradicional, o cyberbullying ocorre no ambiente digital, ultrapassando os limites físicos e podendo acontecer a qualquer hora, o que amplia o sofrimento e a sensação de exposição permanente das vítimas. Lizandra Duarte, gerente de Expansão e Relacionamento Educacional da Start by Alura, explica que “mensagens de ofensas, exclusões e ameaças podem se disseminar e se prolongar em ambientes digitais”, como redes sociais e aplicativos de mensagens, sem os mesmos mecanismos de controle do mundo físico.

Nesse contexto, o papel dos pais é fundamental não só para monitorar o uso da tecnologia, mas para manter um diálogo aberto e contínuo com os jovens. Isso ajuda as crianças e adolescentes a compreenderem os riscos e desenvolverem habilidades para lidar com situações de conflito e agressão online. Lizandra reforça que “a prevenção desses ataques passa pela educação digital, que deve integrar aspectos técnicos e socioemocionais para formar cidadãos conscientes e resilientes.”

Além da família, as escolas também têm um papel crucial no combate ao cyberbullying. Elas devem promover ambientes seguros e inclusivos, oferecendo ferramentas para que os estudantes reconheçam, denunciem e enfrentem essas situações. A educação digital aliada ao desenvolvimento do pensamento crítico, empatia e respeito pode transformar o ambiente escolar em um espaço de proteção e aprendizado.

Um exemplo prático dessa abordagem é o projeto da Escola Municipal Sansara Singh Filho, em Ouroeste (SP), que utiliza conteúdos da Start by Alura para debater bullying por meio de podcasts, palestras e gincanas. O professor Marcos Polveiro destaca que essas atividades “estimulam a reflexão sobre empatia, respeito às diferenças e responsabilidade digital”, fortalecendo as relações interpessoais e a cidadania digital dos alunos.

O combate ao cyberbullying exige a integração entre escola, família e comunidade, considerando o uso intenso das tecnologias digitais. A conscientização, o diálogo aberto e a educação digital são caminhos essenciais para garantir um ambiente seguro e saudável para o desenvolvimento emocional e social de crianças e adolescentes.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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