Retirada de prótese de silicone cresce entre mulheres que implantaram aos 20
Mudança no padrão estético e busca por naturalidade motivam novas escolhas aos 40 anos
Duas décadas após o boom das próteses de silicone no Brasil, um novo comportamento tem ganhado destaque entre as mulheres que colocaram implantes aos 20 anos: a retirada dos mesmos. Segundo a cirurgiã plástica Dra. Pamela Massuia, essa tendência não representa arrependimento, mas sim maturidade e evolução da identidade feminina aos 40 anos. “A mulher que colocou prótese aos 20 está em outro momento de vida aos 40. O corpo mudou, a rotina mudou, a percepção sobre si mesma também”, afirma a especialista.
Nos anos 2000, o volume acentuado das mamas era símbolo de feminilidade e status estético. Atualmente, o padrão mudou e a busca é por naturalidade, leveza e proporção. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) indicam que, embora os procedimentos de aumento de mama continuem entre os mais realizados, cresce globalmente o número de cirurgias para remoção ou troca de implantes. Essa mudança está associada a fatores como a ampliação da informação sobre o acompanhamento das próteses, a alteração do padrão estético e o desejo por um corpo que reflita o momento atual da mulher.
As motivações para a retirada são variadas. Entre as mais comuns estão o desconforto físico causado pelo volume excessivo, mudanças no corpo após gravidez e amamentação, alteração no estilo pessoal, prática esportiva e a busca por uma estética mais discreta. Em alguns casos, há também questões médicas, como contratura capsular ou ruptura do implante. A Dra. Pamela ressalta que as próteses modernas não possuem um prazo de validade obrigatório, mas recomendam acompanhamento periódico, especialmente após 10 anos da colocação.
A cirurgia de retirada pode variar em complexidade. Em alguns casos, é feita apenas a remoção do implante; em outros, pode ser necessária a retirada da cápsula ao redor da prótese ou a associação com mastopexia para reposicionar o tecido mamário. Também pode ser utilizada gordura da própria paciente para manter o contorno e a proporção. “Não é apenas retirar o implante. É entender como aquela mama ficará depois. O planejamento cirúrgico é fundamental para preservar harmonia e autoestima”, explica a médica.
Especialistas alertam que a retirada não deve ser vista como uma moda, mas sim como uma escolha consciente baseada em informação, avaliação clínica e expectativa realista. “Nem toda paciente precisa retirar o implante. Nem toda paciente que retira precisa colocar outro”, destaca a Dra. Pamela. O movimento reflete uma geração que amadureceu e entende que a estética acompanha as fases da vida, representando quem a mulher é hoje.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



