Glaucoma: diagnóstico precoce é essencial para evitar cegueira irreversível

Semana Mundial do Glaucoma reforça importância do acompanhamento oftalmológico regular

O glaucoma é responsável por mais de 6% dos casos de cegueira irreversível no mundo e, apesar de sua gravidade, ainda é frequentemente diagnosticado em estágios avançados. Durante a Semana Mundial do Glaucoma, especialistas do CEJAM reforçam a importância do diagnóstico precoce para preservar a visão e a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo o oftalmologista Dr. Luiz Caprio, do AME Carapicuíba, a doença costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais, o que dificulta a percepção do problema pelo paciente. “A perda visual periférica ocorre de forma progressiva e muitas vezes o paciente só percebe quando já há dano significativo ao nervo óptico”, explica. Essa característica silenciosa torna o acompanhamento oftalmológico regular indispensável.

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que entre 76 e 95 milhões de pessoas convivem atualmente com glaucoma no mundo, número que pode chegar a 112 milhões até 2040, impulsionado pelo envelhecimento da população. No Brasil, a prevalência é semelhante à média global, afetando cerca de 3,5% dos adultos acima de 40 anos.

O diagnóstico precoce muda significativamente o prognóstico da doença. Conforme destaca Dr. Caprio, “iniciar o tratamento precocemente permite controlar a pressão intraocular e reduzir o ritmo de progressão da doença”. O tratamento visa preservar a função visual antes que ocorra dano substancial ao nervo óptico. Já nos casos diagnosticados tardiamente, o objetivo é apenas evitar a piora do quadro, pois o campo visual perdido não pode ser recuperado.

Um ponto importante esclarecido pelo especialista é que o glaucoma não está necessariamente associado ao aumento da pressão ocular. “O glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva e nem sempre está associado à pressão intraocular elevada. Há muitos pacientes que desenvolvem a doença mesmo com pressão considerada normal”, afirma. Por isso, o diagnóstico depende de uma avaliação oftalmológica ampla, incluindo análise do nervo óptico, camada de fibras nervosas da retina, testes de campo visual e exame da córnea (paquimetria).

A recomendação é que o rastreamento do glaucoma faça parte da rotina de cuidados com a saúde ocular a partir dos 40 anos, mesmo para pessoas sem sintomas. Fatores de risco como idade avançada, histórico familiar, miopia moderada ou alta, diabetes e pressão intraocular elevada exigem maior vigilância. “Indivíduos com esses fatores devem realizar acompanhamento oftalmológico regular, porque o glaucoma pode evoluir silenciosamente por muitos anos”, orienta.

Ampliar a conscientização sobre o glaucoma é fundamental para reduzir a cegueira evitável. “A consulta oftalmológica periódica é a principal estratégia para detectar o glaucoma nas fases iniciais, preservando a saúde ocular e independência do paciente ao longo da vida”, conclui o especialista.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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