Reciclagem no Brasil é tarefa feminina e revela desafios reais
Pesquisa mostra sobrecarga das mulheres na gestão do lixo doméstico e barreiras para reciclar
Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Recicleiros com mais de 4.400 pessoas em 11 cidades brasileiras revelou um dado significativo: a reciclagem no Brasil é uma tarefa quase exclusiva das mulheres. Durante as entrevistas feitas porta a porta, os pesquisadores notaram que, mesmo quando os homens atendiam, eles frequentemente chamavam a esposa, mãe ou outra mulher da casa para responder sobre o descarte de resíduos. Como resultado, 63% dos respondentes foram mulheres.
Esse fenômeno, chamado de “feminização” da reciclagem, evidencia um aspecto importante da rotina doméstica e da sustentabilidade no país. O estudo destaca que a gestão dos resíduos virou a “nova louça” do século 21 — mais uma tarefa doméstica que recai sobre as mulheres, muitas vezes já sobrecarregadas pela tripla jornada de trabalho, cuidados com a casa e família.
Apesar de 81% dos brasileiros afirmarem que separam o lixo, o índice real de reciclagem no país não ultrapassa 4%. Esse dado revela uma discrepância entre intenção e prática, indicando que o processo de reciclagem enfrenta barreiras reais. Para as mulheres, a “falta de tempo” foi apontada por 33% das que não realizam a separação correta como o principal obstáculo.
O ebook “O Brasil que diz sim, mas não separa” reúne esses e outros números que ajudam a humanizar o debate sobre economia circular no país. Segundo o estudo, sem considerar o recorte de gênero e a rotina das famílias, as metas ambientais brasileiras dificilmente sairão do papel.
A pesquisa reforça a necessidade de olhar para a sustentabilidade não apenas como uma questão ambiental, mas também social, reconhecendo o papel das mulheres e os desafios que enfrentam para contribuir com a reciclagem.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



