Mulheres 40+ impulsionam turismo artístico em 20%, diz empresária
Público maduro cresce em programas que unem viagem, dança e convivência em grupo
O turismo artístico no Brasil está ganhando um novo perfil, impulsionado principalmente por mulheres com mais de 40 anos. Segundo Fabiana Carvalho, CEO do Grupo Qualité, esse público já representa 20% dos participantes em programas que combinam viagem, dança e convivência em grupo. “Saímos de praticamente nenhum participante dessa idade para cerca de 20% dos grupos em um único ano”, afirma Fabiana, referindo-se ao crescimento observado no Magical Dance Cruise entre as edições de 2025 e 2026.
Tradicionalmente ligado a jovens bailarinos, o turismo artístico agora atrai mulheres maduras, muitas delas viajando sozinhas pela primeira vez. Esse movimento levou a mudanças na estrutura dos eventos, com a inclusão de atividades específicas para esse público, como flash mobs, festas temáticas e apresentações adaptadas. “São corpos diferentes, técnicas diferentes e objetivos diferentes entre o público mais jovem e o público mais maduro. A gente entendeu que não seria justo colocar todo mundo exatamente no mesmo formato”, explica a empresária.
Outro aspecto importante é o perfil diverso das participantes. Nem todas são bailarinas profissionais ou estudantes de dança. Inicialmente, o público era formado por mães de bailarinas, diretoras de escolas e coreógrafas, mas hoje o programa recebe mulheres que simplesmente gostam de dançar. “Tem mulheres que dançaram na juventude e pararam para focar na profissão ou na família. Outras chegam porque sempre tiveram vontade, mas nunca tiveram oportunidade”, conta Fabiana.
Em uma das viagens, um grupo formado exclusivamente por mulheres acima dos 40 anos participou de aulas em escolas internacionais de dança, assistiu a espetáculos e visitou pontos turísticos. “Elas deixaram maridos, filhos e rotina para viver aquilo intensamente. Foi muito forte ver a energia daquele grupo”, relata a CEO.
Fabiana destaca que o objetivo não é criar projetos exclusivos para mulheres acima dos 40 anos, mas ampliar a presença delas em programas tradicionalmente ocupados por públicos mais jovens. Muitas dessas mulheres vivem momentos de recomeço, como o “ninho vazio”, divórcios ou aposentadoria, e encontram na dança uma forma de se reencontrar. A experiência coletiva, segurança, pertencimento e troca entre mulheres são fatores decisivos para a participação.
Para a empresária, viajar já é uma experiência transformadora, e quando a dança entra na equação, o impacto se amplia. “Viajar faz você relaxar, conhecer novas culturas e novas pessoas. Viajar dançando eleva tudo isso. É conexão com o corpo, com a mente, com a saúde física e emocional.”
Fabiana vê no crescimento desse público um sinal de mudança no comportamento feminino. “Cada vez mais mulheres estão se permitindo viver experiências que antes ficavam para depois. Muitas passaram a vida cuidando da família, da carreira e de outras pessoas. Agora estão olhando mais para si mesmas.”
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



