Disfagia em idosos: saiba identificar e buscar ajuda especializada
Dificuldade para engolir afeta até um terço dos idosos e exige avaliação multidisciplinar
No Brasil, o Dia Nacional de Atenção à Disfagia, celebrado em 20 de março, destaca a importância de reconhecer a dificuldade para engolir, condição que atinge especialmente a população idosa. A disfagia é um distúrbio que compromete o processo de deglutição, responsável por transportar alimentos da boca ao estômago, e pode afetar entre 10% e 33% dos idosos, segundo dados do American Family Physician.
Esse problema pode passar despercebido inicialmente, mas traz riscos significativos à saúde, como pneumonia por aspiração, desnutrição e desidratação. A fonoaudióloga Dra. Camila Molento, conselheira do CREFONO3, reforça que “tosse frequente ao comer, sensação de alimento parado na garganta ou engasgos recorrentes são sinais de alerta que devem ser avaliados por um profissional”.
A disfagia pode surgir em diferentes contextos clínicos, incluindo após acidentes vasculares cerebrais (AVC), em doenças neurodegenerativas, câncer de cabeça e pescoço, além do envelhecimento natural. Em pacientes com câncer, tratamentos como cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem afetar estruturas essenciais para a deglutição, tornando a atuação precoce da fonoaudiologia fundamental para a reabilitação.
O acompanhamento especializado envolve avaliação e reabilitação da deglutição, com exercícios específicos e orientações sobre a consistência dos alimentos, postura e estratégias seguras para a alimentação. O objetivo é preservar a segurança ao engolir e a qualidade de vida do paciente.
No Brasil, a disfagia está associada a episódios graves: mais de duas mil pessoas morreram em 2023 após engasgos, a maioria com mais de 65 anos, conforme dados do Ministério da Saúde. Por isso, identificar os sinais precocemente é essencial para evitar complicações.
Entre os sintomas que indicam a necessidade de avaliação estão tosse ou engasgos frequentes durante as refeições, sensação de alimento parado na garganta, necessidade de beber líquidos para engolir, mudança de voz após comer, perda de peso sem causa aparente, pneumonias recorrentes e demora excessiva para concluir as refeições.
O Conselho Regional de Fonoaudiologia da 3ª Região (CREFONO3), que atua no Paraná e Santa Catarina, destaca a importância da atuação multidisciplinar para garantir o diagnóstico e tratamento adequados, protegendo a saúde e autonomia dos pacientes.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do CREFONO3.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



