Dermatite e psoríase: como controlar a inflamação e evitar crises
Entenda os cuidados essenciais para restaurar a barreira da pele e reduzir crises frequentes
Conviver com dermatite ou psoríase vai muito além de tratar manchas ou descamações na pele. Essas condições envolvem uma inflamação crônica que compromete a barreira cutânea, tornando a pele mais sensível e suscetível a crises. Segundo a fisioterapeuta dermatofuncional Fabi Pinelli, o erro mais comum é focar apenas no alívio imediato dos sintomas sem trabalhar a reconstrução da barreira da pele e o controle contínuo da inflamação.
Os sinais mais frequentes dessas doenças são coceira intensa, vermelhidão persistente, placas descamativas e sensação de ardor. Embora a dermatite esteja geralmente associada a processos alérgicos ou irritativos e a psoríase a um mecanismo autoimune, ambas compartilham o desafio da inflamação ativa. No Brasil, o número de diagnósticos tem aumentado, impulsionado por fatores como estresse, poluição e mudanças na rotina.
Diversos hábitos cotidianos podem agravar as crises, muitas vezes sem que as pessoas percebam. Banhos muito quentes e demorados, uso excessivo de sabonetes adstringentes, aplicação de ácidos ou cosméticos irritantes, fricção excessiva da pele, estresse emocional e exposição solar sem proteção adequada são os principais gatilhos. “Quando a barreira cutânea está fragilizada, qualquer estímulo vira gatilho. O erro é tratar a pele como se estivesse saudável”, alerta Fabi Pinelli.
Para controlar a inflamação e evitar novas crises, o primeiro passo é restaurar a barreira da pele. Isso inclui hidratação diária com ativos reparadores como ceramidas, pantenol e niacinamida, redução do uso de produtos com fragrância, limpeza suave com pH adequado e evitar esfoliações durante fases ativas da doença. “O objetivo não é apenas hidratar, mas reconstruir a função da pele”, explica Fabi.
Além dos cuidados básicos, o uso de ativos manipulados pode ser um importante aliado. A farmacêutica Fabiola Faleiros destaca que a manipulação permite personalizar fórmulas conforme a sensibilidade da pele, reduzindo riscos de irritação. Entre os ativos indicados estão substâncias calmantes, anti-inflamatórias, antioxidantes tópicos e compostos reparadores da barreira cutânea, geralmente sem conservantes ou fragrâncias.
A proteção solar também é parte fundamental do tratamento. A exposição ao sol pode ter efeitos variados, mas a pele inflamada é mais sensível à radiação. O uso de filtro solar com boa proteção UVA, textura compatível com pele sensibilizada e ausência de fragrâncias é essencial, inclusive em dias nublados.
Por fim, é importante buscar ajuda especializada quando as lesões persistem, aumentam de tamanho ou causam dor intensa. O acompanhamento médico e de profissionais especializados em manejo de pele ajuda no controle da inflamação, na recuperação da barreira cutânea e na prevenção de novas crises. Como conclui Fabi Pinelli, “dermatite e psoríase não são apenas questões estéticas. São condições inflamatórias que exigem cuidado contínuo e respeito aos limites da pele.”
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



